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Critica: Joy - O Nome do Sucesso


Olá tripulação,

Estamos iniciando a nossa corrida pré-oscar com a crítica de Joy: O Nome do Sucesso, onde Jennifer Lawrence está concorrendo na categoria “Melhor Atriz”.

Em seu novo projeto, David O. Russel decidiu contar a história de Joy Mangano, inventora americana responsável por criar o "Miracle Mop" (esfregão que possui um dispositivo que permite espremer a água sem sujar ou molhar as mãos), tornando-a umas das empresárias mais bem sucedidas da atualidade. Como se sabe, o EUA adora uma história de “self made men”, gênero muito popular entre o público e o circuito de premiações, contudo será que a terceira parceria entre David O. Russell e Jennifer Lawrence mantém o nível das anteriores? Ou será que é muito barulho por nada?

O que posso dizer é que “Joy: O nome do Sucesso” é um filme bem mediano. Apesar de possuir uma ótima trilha sonora que é bem aproveitada durante todo o filme e uma fotografia bonita, nada mais de positivo posso falar sobre o filme.

Primeiramente a abordagem lúdica que Russell dá ao filme me incomodou um pouco, caso fossem inseridas dentro do contexto apresentado, poderia trazer uma leveza e um ar cômico. Contudo sinto que o diretor quis preencher as lacunas de um roteiro fraco e sem graça, jogando algumas cenas de cantoria e de devaneios em uma “soap opera” para dar movimento a trama. O roteiro escrito pelo próprio Russell possui inúmeras saídas convenientes para os problemas da personagem, para que assim haja uma carga dramática sobre esta. Outro ponto é a unidimensionalidade dos personagens, sendo totalmente caricatos e não tendo nenhum tipo de desenvolvimento durante a trama.


Acho que a única atuação que posso dizer que me convenceu durante todo o filme foi das gêmeas Aundrea Gadsby e Gia Gadsby, que na história fazem o papel da filha mais velha de Joy, Christie. As atrizes mirins conseguem envolver o espectador e dar dramaticidade ao seu personagem de maneira muito natural diferentemente do resto do elenco que apresenta problemas. Os "queridinhos” de Russell (De Niro, Lawrence e Cooper) já apresentam tiques em suas atuações, é como se você estivesse vendo relances dos personagens interpretados por eles nos dois projetos anteriores. O que cansa o público, pois parece que todo mundo sabe como serão suas reações.

Entretanto, o maior erro deste filme é Jennifer Lawrence. Não me leve a mal, JLaw é uma ótima atriz, porém ela é o maior “miscast” deste filme. Sua atuação não é ruim, contudo não é digna de indicação ao Oscar, como também, não é merecedora do Globo de Ouro que ganhou. Sua Joy não é carismática e nem convincente, sendo o maior erro da produção escalar uma atriz de 25 anos para fazer uma personagem 10 anos (ou até mais) velha que ela. Muitos podem vir e falar: “Mais isso não tem nada a ver, pois ela e talentosa”. Gente, tem sim! Ela não consegue transmitir a emoção ou profundidade necessária, pois não possui a experiência do personagem que ela retrata, não há uma conexão/compreensão entre a atriz e o personagem. Caso tivessem escalado uma atriz mais madura para o papel a abordagem seria totalmente diferente, além de dar mais imersão ao espectador. Deve-se pontuar que escalar a “it girl” do momento só para dar bilheteria enquanto em Hollywood existem tantas atrizes talentosas para o papel (Jennifer Garner helloooo!) não cola.


Por fim, posso dizer que a direção de Russell é repetitiva e sem personalidade, tornando o filme arrastado e sem foco, uma vez que tudo é jogado ao espectador. Por isso, caso você esteja querendo assistir esse filme, recomendo que espere que este saia em DVD ou veja por meio de alguma plataforma de streaming, pois de inspirador esse filme não tem nada.



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