Swift

Critica: Esquadrão Suicida


E mais uma vez com a crítica detonando o filme viemos mostrar para vocês todos os lados (bons e ruins) de "Esquadrão Suicida" que teve sua grande estréia na última quinta-feira (04). O filme não é um caso perdido e não é ruim, apenas apresentou alguns escorregões.

O primeiro ato da história é impecável, com uma breve apresentação dos personagens que serviu não só para situar quem caiu de paraquedas, mas para fazer a alegria dos fãs de ver nas telonas um pouco da origem de cada membro do Esquadrão - agora é a vez que eu puxo saco do Capitão Bumerangue com a participação do Flash que foi uma das melhores cenas de todo o longa <3

Infelizmente a história se perde no começo do segundo ato, no exato momento em que a Magia sai do controle. Depois disso o filme apresentou alguns cortes perdidos que se tivessem sido tirados não alteraria o resultado final e elipses de tempo absurdas que prejudicaram todo o ritmo do filme, entre outros pontos que citaremos para vocês e sem spoilers!

Todos esses problemas vieram da direção e do roteiro e são comuns de acontecer como em qualquer outro filme que tenha informação demais para ser solucionada em apenas um longa, mas como a Warner Bros decidiu caprichar e inovar no marketing, muitos entraram na sala de cinema esperando mais do que o filme podia apresentar. Uma coisa não podemos negar: apesar de todos esses incômodos, em nenhum momento nos sentimos entediados. Com duração de duas horas e dez minutos de filme, o tempo não foi maçante graças aos pontos que tiveram escolhas certas.


Mas vamos começar pela maior falha: uma antagonista sem graça, sem objetivo e mal interpretada. Fiquei com um pé atrás desde a primeira divulgação do elenco e mesmo sem saber que a personagem Magia (interpretada por Cara Delevingne) seria o "grande caos" da história.

Faz pouco tempo que a modelo está abrindo espaço para sua carreira de atriz e até mesmo pelos trabalhos já feitos, era de se esperar que ela não saísse bem como a vilã. A interpretação incomoda tanto como June Moore e ainda mais como a feiticeira Magia - com toda aquela gesticulação exagerada. E uma falha no roteiro que deixou um ponto de interrogação enorme sobre qual o verdadeiro intuito da personagem. A cena de combate direto com os outros personagens também ficou sem sentido, se Magia é a mais poderosa de todos, capaz de criar seu próprio exercito, ela fez bem pouco (para não dizer nada). Mais bizarro que isso, só a forma clichê de como deram um fim na personagem - sem spoilers.


A polêmica ficou por conta do Coringa de Jared Leto que nem era o ponto principal do filme. Ainda não podemos comparar-lo com o trabalho do Heath Ledger por motivos justos: um foi o vilão principal e teve praticamente todo o filme para se desenvolver, já o Coringa do Leto foi mais um complemento da história da Arlequina.

A primeira cena em que ele aparece é no Arkaham com a Dra Harleen Quinzel, ali o coração pulsou de felicidade por uma interpretação maravilhosa e uma química perfeita de ambos os personagens. O que poderiam ter feito era deixar o Coringa apenas nos flashbacks ou feito como no filme de animação "Batman: Invasão ao Arkaham" onde palhaço do crime é quem cria todo o caos para a história, isso consequentemente privaria os mimis de "romantismo" com a Arlequina. Fora isso, devemos sentar e esperar por um próximo filme para poder ter a certeza de que esse Coringa irá apresentar algum tipo de perigo para o Batman, depois disso podemos fazer comparações.

Um dos pontos altos sem dúvidas é a harmonia do elenco, o diretor soube exatamente como trabalhar cada um, mesmo que o roteiro tenha privilegiado um ou outro, ou até mesmo os cortes finais tenham nos privado de como eles poderiam ter sido melhores e mais fiéis - como o caso do Capitão Bumerangue (interpretado por Jai Courtney) que segundo o ator era para ser bem mais racista e sexista, mas as cenas foram cortadas deixando o personagem como se fosse um vilão "bonzinho e engraçado". Também podemos dizer que faltou treta! Quem acompanha as HQs sabe que nem sempre o Esquadrão se dá tão bem quanto é mostrado no filme. 

O destaque mesmo ficou para Viola Davis que passou para a tela exatamente o que Amanda Waller é nos quadrinhos. Will Smith (Pistoleiro) também pode ser aplaudido de pé e calou a boca de todos que reclamaram no começo por terem trocado a etnia do personagem e também Margot Robbie que não deixou a desejar como Arlequina.


Outros pontos que fizeram o filme valer o preço do ingresso foi a trilha sonora que desde os trailers mostrou que seria épica e viciante. A fotografia e efeitos visuais estão impecáveis mesmo sem muitas novidades/inovações com exceção das apresentações do personagens que ficaram sensacionais com todas aquelas luzes em neon, diferente do que já foi mostrado nos outros filmes do Batman.


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