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Pokémon Sun e Pokémon Moon: curiosidades sobre os novos monstrinhos


Pokémon Sun e Pokémon Moon, títulos da sétima geração da popular franquia de RPG com batalhas por turnos, estão a duas semanas de seu lançamento oficial para o Nintendo 3DS (e demais derivados do portátil), mas grande parte da pokédex de Alola, a nova região do jogo, parece já ter sido divulgada, seja oficialmente através dos trailers, seja pelo pessoal do data mining. O cuidado visual do novo game tem chamado a atenção dos fãs de longa data pelo esforço perceptível nas técnicas de imersão e também pela preocupação em dar contornos conceituais na concepção dos novos monstrinhos.

Alola, como o próprio nome sugere, tem raízes havaianas muito bem definidas, e os desenvolvedores deixaram a temática aparecer tanto nos detalhes do cenário como na composição dos novos pokémons (e na repaginação de velhos conhecidos da primeira geração, fazendo uso das chamadas Alola Forms, como veremos adiante).

Neste texto, vamos pontuar algumas curiosidades da construção de alguns dos mais interessantes personagens dos novos jogos da franquia.

Os iniciais

Em todos os jogos da série, no início da jornada de seu personagem em busca de todos os pokémons disponíveis no continente de sua aventura, um professor (dessa vez de nome Kukui) coloca você diante de uma difícil escolha: com que pokémon você quer começar? As opções sempre são três (excluindo Yellow da conta, naturalmente): um pokémon de grama, um pokémon de fogo e um pokémon de água. Na sétima geração esses papéis são assumidos por:

a) Rowlet, tipo grama e voador. Tem o aspecto de uma adorável corujinha, mas que, segundos sua descrição na pokédex de Alola, pode atacar silenciosamente sem ser notada, fazendo o uso de afiadas folhas escondidas entre suas penas. Não tão adorável, então. Já Dartrix (o nome provavelmente vem de “dardos” e faz referência a evolução de sua pontaria no lançamento das folhas), sua evolução intermediária, é descrita como uma ave vaidosa (e coincidentemente ou não tenta simular um estilo meio hipster na sua composição) que é capaz de abandonar o campo de batalha se suas penas ficarem sujas ou bagunçadas. Na sua forma final, Decidueye, o pokémon assume uma aparência de arqueiro ao melhor estilo Robin Hood, com capuz e boas intenções.


Uma teoria popular no meio dos fóruns de Pokémon, é a de que todos os pokémons iniciais do tipo grama são baseados em animais pré-históricos. No caso de Rowlet/Dartrix/Decidueye, o animal seria o ornimegalonyx, um braço extinto da família das corujas.

b) Litten, tipo fogo. Começa na forma de um gatinho doméstico quadrúpede e evolui até ficar sobre duas patas na forma de um intimidador tigrão lutador de wrestling, o que parece ter irritado uma parcela dos fãs que ainda sonham com um inicial de fogo cuja forma final permaneça em quatro patas. De qualquer forma, ainda não foi dessa vez. Litten evolui para Torracat (quadrúpede ainda) que se transforma em Incineroar, sua forma final.


A teoria é a de que todos os iniciais do tipo fogo são baseados em animais do zodíaco chinês. Litten e suas evoluções naturalmente representariam o tigre.

c) Popplio, tipo água. Tem a aparência de uma foca, mas é descrita como uma leão-marinho. O “pop” de seu nome, que inicialmente poderia ser entendido como a onomatopeia da explosão de uma bolha, se refere na verdade a sua busca pela fama (um pokémon popstar, como descrito na pokédex). Suas evoluções parecem brincar com a mitologia do patinho feio, já que sua versão intermediária, Brionne, parece um tanto desengonçada, mas Primarina, sua versão final, é uma majestosa sereia Beyoncé dos mares.


A teoria referente aos iniciais aquáticos aponta que todos eles podem viver tanto em terra quanto na água.

As Alola Forms

Um dos conceitos mais interessantes pensados para a sétima geração é a chegada das chamadas Alola Forms, que trazem pokémons da geração original com novas roupagens e novos tipos, segundo a mitologia do jogo, esses pokemóns adaptaram suas formas físicas para sobreviver num novo ambiente.

Vulpix, Ninetales, Sandshrew, Sandslash, Exeggutor e Raichu, por exemplo, são alguns dos famosos pokémons da primeira geração que ganharam novas formas.


Em uma das diversas ilhas do arquipélago de Alola, o ambiente glacial obrigou Sandshrew, Sandslash, Vulpix e Ninetales a adquirirem o tipo gelo em sua composição. Já em outras regiões do mapa, onde o sol bate muito forte sobre a vegetação, Exeggutor não parou de crescer, como sua versão original, desenvolvendo um pescoço imenso.

Ainda mais interessante é o caso do Dugtrio, que deixou lindas madeixas loiras crescerem. O novo estilo do personagem ridicularizado em alguns fóruns parece encontrar uma intrigante explicação nas lendas havaianas. Knightwolf09, um usuário do Reddit, nos brindou com as seguintes informações: existe um fenômeno vulcânico no Havaí chamado pelos vulcanologistas de Pele’s Hair (Cabelos de Pele), que é a formação de finas fibras de vidro vulcânico que se espalham pelas praias da ilha e lembram cabelos loiros, daí o nome, em homenagem a deusa havaiana dos vulcões, Pele. De tanto escavar no solo vulcânico da região de Alola, Dugtrio teria adquirido seu estilo Rapunzel.


Os guardiões de cada ilha

Dos novos pokémons revelados até agora, os Tapu, que são descritos como guardiões das ilhas do arquipélago de Alola, são os que despertaram o maior número de teorias e curiosidades. O quarteto de guardiões é formado por: Tapu Koko, Tapu Bulu, Tapu Lele e Tapu Fini. A mitologia havaiana é politeísta e atribui os diversos fenômenos da natureza à divindades diversas, mas só quatro dos seus deuses são considerados principais, porque existiam antes da fundação do mundo. São eles: Ku, Lono, Kane e Kanaloa. Sem muitas informações referentes a participação desses personagens na história do jogo ainda não é possível identificar todas as suas particularidades e suas proximidades com cada um dos deuses havaianos, mas, naturalmente, os dois quartetos são sim equivalentes. Aparentemente Tapu Koko seria a representação de Ku, o deus da guerra, Tapu Bulu serria Lono, o deus da fertilidade e da paz, Tapu Lele seria Kane, deus da luz e da vida, e Tapu Fini seria Kanaloa, deus do mar.



Os lendários

Brincando com opostos, como de praxe, os lendários exclusivos de cada versão da nova geração do jogo serão Solgaleo, nas edições de Pokémon Sun, e Lunala, nas edições de Pokémon Moon. Como praticamente todas as culturas do mundo tem divindades que representem dia e noite, luz e escuridão, para pensar esses dois lendários vamos pegar o Japão, país de origem da franquia Pokémon, já que visualmente os personagens não parecem se apegar as características havaianas dos demais personagens desta sétima geração. Na mitologia nipônica, as divindades conhecidas como kamis podem representar processos e ações da natureza, como é o caso de Amaterasu, deusa do sol e do dia, e seu irmão Tsukuyomi, deusa da lua e da noite.


Com personalidades opostas, as duas divindades irmãs se afastam em definitivo uma da outra, como dia e noite, não suportando se encontrar uma com a outra.


Solgaleo, o lendário de Pokémon Sun, seria, portanto, uma representação de Amaterasu, enquanto Lunala, de Pokémon Moon, seria a personificação de Tsukuyomi.   

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