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Crítica - Moana: Um Mar de Aventuras



Estreia hoje nos cinemas, Moana: Um Mar de Aventuras, sendo apresentado ao público a mais nova princesa da Disney. Apesar da protagonista levar o título de 'princesa', Moana não se encaixa nesta definição, já que está representa a evolução da narrativa padronizada do estúdio. Confira nossa crítica (sem spoilers) e se deixe levar por está aventura.

No filme somos apresentados a Moana, futura líder de uma tribo polinésia - e não uma princesa, como corrigido pela personagem - que encontra-se em uma encruzilhada: assumir as responsabilidades como futura chefe ou de consumir seu desejo e explorar o vasto oceano. No entanto, devido há um antigo acontecimento, provocado pelo semi-deus Maui, sua ilha começa a se tornar infértil, o que faz com que a personagem embarque em uma missão para salvar seu lar e, consequentemente, iniciar uma jornada de autoconhecimento.

Aqui não somos apresentados a uma típica trama de contos de fadas, é mais do que isso. Se a Disney quebrou paradigmas com Frozen em termos de protagonismo feminino, em Moana a palavra princesa pode ser facilmente substituída por heroína - dois significados bem diferentes. Enquanto a primeira sempre traz a ideia da personagem feminina complacente em busca do príncipe encantado, a segunda nos remete a determinação, independência e força. E é isso que Moana representa, empoderamento.

Desse do início, a narrativa nos mostra a preparação da personagem para se tornar a líder de sua tribo, não sendo sua posição um mero título. Ademais, a personagem mostra em sua dúvida de assumir seus deveres ou se deixar levar pela seu sonho de se tornar uma aventureira questionamentos reais que podem culminar em grandes perdas.


Outro ponto positivo, é a função de Maui na história. Nela, o personagem é colocado como um aliado de Moana, que precisa vencer seus próprios conflitos com o fim de alcançar uma redenção. Ou seja, ele não é um interesse amoroso da personagem, mais sim um companheiro de aventura, estando ambos em um mesmo patamar. 

Dentro da trama somos ainda apresentados a infinitas paisagens, lendas e crenças. Os diretores John Musker e Ron Clements - responsáveis por sucessos como "A Pequena Sereia", Alladdin", "Hércules", etc - se preocuparam em trazer a rica cultura do povo polinésio para a tela, desde de pequenos costumes até a sua trilha sonora , sendo está última brilhantemente composta por Opetaia Foa'i, Mark Mancina e Lin-Manuel Miranda. Trio este, que através de suas composições em inglês e toquelauana (língua polinésia), conseguiu fazer com que a música fosse uma alavanca que guia a história em inúmeros pontos. Além de ser extremamente viciante, sendo bem alta a chance de você sair da sessão e comprar/baixar o álbum.

A arte do longa também é surpreendente. É difícil acreditar que este foi o primeiro trabalho dos diretores em CGI, sendo o grande destaque o realismo dado a água e aos cabelos dos personagens na produção. É de tirar o fôlego tanta beleza técnica. 

Fugindo dos esteriótipos - que vão desde a aparência física até o comportamento - o estúdio conseguiu criar umas de suas personagens mais atuais. Em Moana não somos apresentados a uma simples aventura, mas a história de uma personagem tomando as rédeas do próprio destino. Muito mais do uma princesa, Moana é a heroína que a Disney precisava.


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