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Crítica: A Bela e a Fera (sem spoilers)


Desde que foi anunciado o live-action de A Bela e a Fera começamos a criar expectativas para um filme que também deve ter marcado a infância de muitos leitores. Em cada notícia que acompanhávamos, tínhamos esperança de que este seria A ADAPTAÇÃO. Após cada trailer lançado ou imagem vazada, ficávamos encantados com a ambientação, com as músicas que completavam a carga nostálgica, como também apostamos de olhos fechados que Emma Watson teria sido a melhor escolha para fazer a nossa Bela... E no final das contas, o filme foi tudo isso que a gente esperava?

No final da sessão – a gravidade não ajudou – e senti um peso gigantesco em ter que dar minha opinião sobre um dos meus clássicos preferidos da Disney. Ao mesmo tempo que eu estava feliz por reviver tudo aquilo, minha opinião ainda estava tentando chegar em algum lugar. Emocionada e um pouco desapontada é o meu resumo para a crítica de hoje.


Sem dúvidas, é tudo muito lindo e bem projetado e você se diverte pela nostalgia. A harmonia do cenário com as cores com bastante contraste, figurinos e toda coreografia, deram uma vida maravilhosa ao filme. Alguns planos parecem pinturas antigas ou até peças teatrais, mas na função de trazer toda a nostalgia para a vida real, o diretor Bill Gordon esqueceu da autenticidade. Esse pode ser um ponto bom ou ruim, isso depende do seu ponto de vista: ver uma cópia em live-action do desenho animado ou ter novos detalhes para se emocionar?


Uma das grandes decepções foi a Fera. O CGI é mal feito. É perceptível que não é real, e isso te impede de entrar no clima do filme. Nas imagens divulgadas o visual está impecável, em tela e principalmente nos closes, é difícil comprar a ideia. O mesmo aconteceu com Lumiére (Ewan McGregor), Cogsworth (Ian McKellen), a chaleira Sra. Pottz (Emma Thompson) e a maioria dos objetos amaldiçoados. No esforço de torna-los mais realistas, eles acabaram perdendo a personalidade.


De todos os personagens, Luke Evans foi o grande destaque! O ator soube representar Gaston da melhor maneira possível, demonstrando estar bem confortável no papel e abrindo espaço para as cenas mais divertidas do filme, o que não aconteceu com Emma Watson. A Bela que nos foi apresentada, não parece a Bela que nós conhecemos. A personagem está totalmente sem emoção, carisma e sem nenhuma atitude.

Apesar dos escorregões, o filme não é ruim e não foge daquele que nós já conhecemos. A história é a mesma, com direito a novos acontecimentos que adicionaram mais camadas aos personagens, e também, novas canções – algumas que não fluíram tão bem como antes, mas ainda vale a nostalgia. Ele é bem detalhado e é visível que teve um longo trabalho por trás de cada utensílio da cozinha, mas infelizmente em meio de tanta informação jogada na tela, a emoção ficou de fora sem nenhum sinal de vida daquela famosa “magia Disney”.






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