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As histórias mais macabras dos bastidores de filmes de Hollywood


Existem pessoas que morrem de medo de ver um filme de terror, mas esse sentimento fica ainda maior se você descobre que a tal história é baseada em fatos reais, mesmo que muitas delas não sejam tão reais assim. Se adicionarmos eventos sobrenaturais durante as filmagens é ai que a situação piora de vez e a coragem para assistir fica definitivamente debaixo das cobertas.

Óbvio que assim como eu existem aqueles que amam a sensação do medo, do frio na espinha e além de assistir vão atrás das histórias por trás das câmeras.

Conheça detalhadamente, na lista abaixo, as situações mais surreais, tristes e assustadoras que aconteceram nas gravações de vários longas, e descubra se seu filme predileto faz parte desse hall de bizarrices. 

O EXORCISTA


Começamos a lista com o mais famoso e “queridinho” dos fãs de terror. "The Exorcist" de 1973 é um dos filmes mais famosos e polêmicos de todos os tempos, que conta a história de Regan, uma garota que começa ter atitudes estranhas até que gradativamente sua mãe começa a se preocupar, pedindo então ajuda a um padre, que também é um psiquiatra que acaba descobrindo que a menina está possuída pelo demônio.

Durante a gravação do longa, em seus bastidores tiveram diversas situações macabras e assustadoras, porém como nem tudo que se conta sobre os acontecimentos por atrás das câmeras podem ser provados como reais, vamos falar sobre os verdadeiros fatos que aconteceram durante o filme “O Exorcista”.

Incêndio:

Durante um fim de semana, sem qualquer motivo aparente, o estúdio onde o filme estava sendo gravado pegou fogo e quase tudo foi destruído, atrasando as gravações por um bom tempo. Contudo o mais estranho é que o lugar onde as cenas mais demoníacas foram gravadas ficou intacto, esse local que se salvou era exatamente o quarto da menina.

Mortes:


Jack MacGowran é a primeira pessoa a morrer no filme, caindo da famosa escada. Mas parece que a morte fictícia não foi o bastante e ele acabou morrendo na vida real uma semana depois, vítima de uma pneumonia.


Outro ator que sofreu com a “maldição do exorcista” foi Max von Sydow, que interpreta o padre Merrin, logo nos começo das gravações ele soube que seu irmão havia morrido.

Não foram apenas os atores que sofreram com as filmagens, um porteiro foi morto a tiros em uma das noites, o responsável por refrigerar o quarto satânico simplesmente foi encontrado morto sem nenhuma explicação, a esposa grávida de um assistente de câmera também perdeu o bebê.

Acidentes: 


A atriz Ellen Burstyn, que fazia a mãe da garotinha endiabrada, sofreu uma grave lesão na cena em que é atirada para longe pela filha. O diretor Willian Friedkin, instruiu o técnico responsável por puxá-la com a corda a "dar tudo de si".

Mais uma vez os acidentes não atingiram apenas os atores e um carpinteiro cortou acidentalmente o polegar fora e outro serrou o dedão do pé enquanto faziam o cenário

Outros acontecimentos:


A atriz Mercedes McCambrige que dubla a voz de Regan nas cenas em que a garota está possuída na trama teve que ingerir ovos crus, fumar muitos cigarros, entre outras coisas pra ficar com a voz rouca e demoníaca, porém, os produtores "esqueceram" de colocar o nome dela nos créditos  do filme e a atriz acabou  processando o estúdio.


O argentino Lalo Schifrin compôs uma trilha sinistra para O Exorcista, mas o diretor Friedkin achou o trabalho muito simples. Preferiu então usar o tema de piano já pronto ("Tubular Bells"). Schifrin vendeu a trilha rejeitada para o filme Terror em Amityville (1979). Resultado: recebeu indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro, coisa rara para um filme de terror!

POLTERGEIST 

       
Poltergeist é um dos filmes mais icônicos do terror da década de 80, tanto que ele é considerado por muitas pessoas como um dos maiores clássicos do terror, aparecendo em diversas listas, sempre entre os melhores filmes do gênero. Embora o longa tenha se tornado muito famoso e popular, estranhos eventos aconteceram durante as gravações, tanto do primeiros filmes, como nas suas duas seqüência.

As misteriosas mortes de membros do elenco são apontadas como indícios para a existência de uma suposta maldição. O longa original, "Poltergeist - O fenômeno", foi lançado em 1982, e teve mais duas sequencias: Poltergeist II (1986) e Poltergeist III (1988). A trilogia conta episódios da vida dos Freelings, uma família que tem a má sorte de morar em uma residência assombrada por espíritos.

Poltergeist é uma palavra em alemã que significa: fantasma barulhento. É um termo que se refere a uma entidade destrutiva, sendo o responsável pelos ruídos estranhos e objetos se movendo em residências mal assombradas.

Existem diversos relatos estranhos de ocorrências durante as gravações dos três filmes da série, mas sem dúvida alguma, a mais chocante de todas são as mortes de 5 membros principais da trama.

Mortes:

Todas as mortes aconteceram antes do término das gravações do terceiro filme fazendo com que ele ficasse com a fama de amaldiçoado. 

Dominique Dunne
       
Dominique Dunne era a intérprete da personagem Dana Freeling, a filha mais velha da família Freeling no primeiro filme. Poucos meses depois do seu lançamento, ela que era uma das atrizes mais importantes da trama, acabou assassinada cruelmente. Ela namorava John Thomas Sweeney, um ajudante de cozinha extremamente ciumento que não permitia que ela ficasse perto de seus amigos. Com a fama de Dominique, o ciúme do namorado aumentou e por algumas vezes o rapaz chegou a espancar a jovem atriz.

Sem aguentar mais as agressões, Dominique pediu o fim do namoro. John não aceitou, e no dia 4 de novembro de 1982, ele invadiu a casa da namorada e a estrangulou, ele colocou para tocar a trilha de "Poltergeist I" no volume máximo para encobrir o barulho o que torna o acontecimento mais macabro.

A atriz ficou em coma por alguns dias e faleceu. Ele foi preso e condenado a 6 anos de prisão, mas ficou somente 3,5 anos preso.

Julian Beck  

Julian Beck fez o papel do reverendo Henry Kene, morreu em 14 de setembro de 1985 aos 60 anos de idade, durante as filmagens do segundo filme da franquia. Beck foi vítima de um câncer no estômago, contra o qual ele vinha lutando desde o ano de 1983.

Will Sampson

Will Sampson interpretou o índio Taylor. Ele faleceu aos 53 anos. pouco depois do lançamento do segundo filme por complicações após uma cirurgia cardíaca no dia 3 de junho de 1987.

Heather O'Rourke 

Heather O'Rourke a eterna Carol Anne, morreu com apenas 12 anos de idade logo após o fim das filmagens de "Poltergeist III". Heather foi diagnosticada com uma infecção intestinal no começo do ano de 1987. Em 31 de janeiro de 1988, ela amanheceu muito doente, e vomitava com freqüência e após um desmaio na manhã seguinte, seu padrasto chamou os paramédicos. Heather sofreu uma parada cardíaca e assim que conseguiram reanimá-la a levaram-na para hospital infantil, aonde ela faleceu. Segundo seus pais o diagnóstico estava errado, o que a garota tinha era um bloqueio intestinal que ela possuía desde o seu nascimento. Seus pais obviamente processaram o hospital.

Brian Gibson

Brian Gibson diretor de "Poltergeist II" morreu em 2004 aos 54 anos vitima de Sarcoma de Ewing (Câncer nos ossos), Essa doença é muito rara em adultos, geralmente só atinge meninos brancos de 10 a 20 anos.

Embora a morte de Brian tenha ocorrido muitos anos após o lançamento da trilogia, sua morte é atribuída a suposta maldição por conta da singularidade e estranheza do acontecido.

Outros acontecimentos:


Durante as gravações dos três filmes da trilogia Poltergeist, alguns eventos estranhos aconteceram, o que reforça a teoria de que o filme estava sendo alvo de forças sobrenaturais.

A atriz Zelda Rubinstein deu vida em três ocasiões a Tangina Barrons na trilogia Poltergeist, na qual a atriz entrou na pele de uma vidente que enfrentava forças demoníacas.

Em uma das fotos de Zelda, tirada para "Poltergeist III", apareceu uma estranha fumaça. Ninguém havia notado tal fumaça durante a seção de fotos.

Zelda contou posteriormente em entrevistas que sua mãe morreu no mesmo momento em que aquelas fotos foram tiradas.


Além das mortes, a equipe técnica do filme passou por várias situações estranhas, como objetos caindo, coisas surgindo em lugares nos quais não estavam antes e barulhos que ninguém sabia de onde vinham.

Um dos casos aconteceu com a atriz JoBeth Williams, que viveu a mãe da família do filme, relatou uma coisa bem estranha.

Acidente:

Um dia ela chegou em sua casa e todos os quadros da decoração estavam tortos. Ela os arrumou e, no dia seguinte, foi trabalhar normalmente. Quando voltou, os quadros estavam novamente fora do lugar e isso se repetiu diversas vezes. A atriz contou que não tinha como outra pessoa fazer aquilo.


Em uma das cenas mais assustadoras do filme original, o filho do meio da família é estrangulado por um boneco de palhaço. Foi revelado depois que o filme foi lançado que, durante a cena, um acidente aconteceu e Oliver estava sufocando de verdade.

A equipe quase não percebeu que aquilo era real, já que a cena era, justamente, de um sufocamento e por pouco Oliver Robins não morreu em cena.

A Casa Amaldiçoada:


Na trama de Poltergeist, a família Freeling se muda para uma nova casa, que parece ser amaldiçoada. Estranhamente, a casa na qual o filme foi gravado foi quase totalmente destruída por um terremoto em 1994.

Lenda Urbana:

Um boato que circula na internet diz que durante a gravação do primeiro filme, foram usados esqueletos de verdade, já que na época seria mais barato comprar de um depósito médico do que mandar fazer esqueletos de plástico.

Algumas pessoas acreditam que os espíritos das pessoas cujos ossos foram usados como adereços no longa, acabaram assombrando a produção, e eles foram responsáveis pelas mortes e pelos estranhos incidentes, sobre esse assunto a equipe de produção responsável nunca se pronunciou.

  O BEBÊ DE ROSEMARY      


Rosemary's baby é considerado um dos filmes mais icônicos do final da década de 60 e começo da década de 70, sendo considerado um clássico do cinema de suspense e terror. O que poucos sabem é que alguns eventos estranhos também acompanharam o filme, tanto durante as filmagens e até o lançamento do enigmático longa.

O filme retrata a história de um jovem casal que se muda para um prédio habitado por estranhas pessoas. Mas quando Rosemary Woodhouse (Mia Farrow) engravida, passa a ter estranhas alucinações e vê seu marido, Guy Woodhouse (John Cassavetes), se envolver com os vizinhos, uma seita que quer que ela dê a luz ao Filho das Trevas.

O bebê de Rosemary foi lançado em 1968, e naquela época o suspense causou grande histeria, já que o grande trunfo do filme dirigido por Roman Polansky, foi de representar os satanistas como pessoas normais, a uma primeira impressão, e perfeitamente integrados a sociedade, deixando a sensação de que "eles estão entre nós".

Normalmente os satanistas eram sempre representados nos filmes da época, como malucos e lunáticos e fazê-los parecer pessoas comuns foi assustador para a época.

No filme o marido de Rosemary passa a conseguir bons trabalhos como ator, muitos deles em razão de eventos macabros ocorridos com seus “concorrentes” de elenco, abrindo passagem para que Guy consiga os papéis. Isso começa a acontecer misteriosamente após o casal se muda para o edifício Dakota, em Nova York.

Rosemary e seu amigo Hutch, começam a suspeitar que esses favorecimentos tem relação com a aproximação de Guy com os vizinhos. À medida que os dois aprofundam suas investigações Hutch acaba falecendo vítima de um misterioso coagulo cerebral.

Na realidade Guy fez realmente um pacto intermediado pelos vizinhos do casal para conseguir tal sucesso, em troca o próprio demônio teria caminho livre para fecundar sua esposa e assim trazer ao mundo o seu herdeiro.

Coincidências e mortes:

Após o lançamento do filme, um crítico teria escrito que os vizinhos de Rosemary se parecem com "uma pequena e reclusa seita da Califórnia".

Até aí nada de estranho, mas o produtor William Castle começa a receber ameaças de morte, por causa do tema "anticristo" do filme.

A maldição tem início em abril de 1969, quando Castle é internado em caráter de emergência, com falência renal. Na sala de cirurgia do hospital, testemunhas afirmam tê-lo ouvido delirar dizendo: "Rosemary, pelo amor de Deus, solte esta faca!". Dando menção a uma das cenas finais do filme, onde após descobrir a verdade, que seu filho foi resultado do ato sexual com o demônio, fato que ela acreditava ter sido apenas um sonho, pois havia sido dopada pelos vizinhos em um jantar horas antes, Rosemary aparece próxima do berço do amaldiçoado filho, com uma faca, dando a entender que pretende matar a criança.


Uma coisa mais macabra foi que no mesmo dia, e no mesmo hospital, estava Krysztof Komeda, compositor da trilha sonora do filme e grande amigo do diretor do mesmo, Roman Polanski, e de sua esposa, Sharon Tate.

Assim como Hutch, o amigo de Rosemary no filme, Komeda também morre por causa de um coágulo no cérebro.


A primeira opção de Roman Pollansk para o papel de Rosemary seria a atriz Sharon Tate, sua esposa, porém ele acabou optando por Mia Farrow.

Em agosto do mesmo ano, sua esposa Sharon Tate, é assassinada a facadas por Susan Atkins, que compunha o grupo de quatro fanáticos de uma pequena seita reclusa da Califórnia, (assim como o descrito no filme). 

Outros acontecimentos:

Assim como Rosemary, Sharon estava grávida. Mais quatro pessoas morreram no ataque, ocorrido na casa de Polanski. Na porta do local, os criminosos escreveram "porco" com o sangue das vítimas.


A seita em questão citada no filme era conhecida como Família Manson e fundada pelo lunático Charles Manson. Esse crime ficou conhecido como "Helter Skelter", nome de uma música dos Beatles (a expressão significa "caos", "decadência"). Manson era grande fã do quarteto de Liverpool.

A atriz Mia Farrow acabou se divorciando de seu marido, o cantor Frank Sinatra, ainda durante as gravações do filme.

Dizem que para tornar as cenas de rituais mais convincentes e realistas Roman contou com a colaboração de um membro de uma seita negra para introduzir as músicas nas cenas.

A última coincidência, ou não, aconteceu vários anos depois do lançamento do filme, quando John Lennon é assassinado, em Nova York, na porta do prédio onde morava, o Edifício Dakota, o mesmo onde se passava a trama de O Bebê de Rosemary.

A PROFECIA


"A Profecia" (The Omen, 1975), conta a história do nascimento do anticristo. Uma criança protegida pelas forças do mal. Nascido de um chacal no dia seis de junho às 06:00 da manhã. Quando o pequeno Damien é adotado a família começa a sentir as mudanças causadas pela criança que possuía o número 666 marcado em sua cabeça.

Assim como ocorreu aconteceu no filme "O Exorcista", "A Profecia", de David Seltzer também conta com vários acidentes que ocorreram durante as filmagens.

Em um filme de apelo religioso forte como esse, é impossível não relacionar os fatos com os acontecimentos.

Como em "O Exorcista", esses casos foram relatados pelos próprios integrantes da equipe de filmagem, entre atores e produtores. Foram fatos que marcaram as pessoas envolvidas com o projeto "A Profecia".

Quando o filme foi finalizado, a maior parte do elenco e da equipe técnica declarava-se convicta de que suas desventuras podiam ser atribuídas ao próprio tema da história.

Mortes e acidentes:

Em uma das cenas filmadas em um zoológico, um funcionário foi atacado por um leão que escapou da jaula. Isso nunca havia acontecido em toda a história do zoológico. O funcionário não sobreviveu ao ataque da fera. Outros dois dublês ficaram feridos nesse dia.
David Seltzer, o autor do roteiro original, estava voando para a Inglaterra (local das locações do filme) quando durante o voo a turbina da aeronave foi atingida por um raio. Poderia ser apenas coincidência, mas o avião que levava o ator Gregory Peck (ator principal do filme) para a mesma locação também sofreu a mesma avaria durante o voo.

O hotel onde estava hospedado o diretor Richard Donner sofreu um atentado a bombas do IRÃ.

Mas o mais assustador foi o acidente sofrido por John Richardson, diretor de efeitos especiais. Ele e sua namorada estavam viajando de carro por uma estrada quando sofreram um acidente. Sua namorada foi decapitada exatamente como acontece em uma das cenas do filme, onde o fotógrafo morre desta forma. Algumas pessoas relatam que quando chegaram para resgatá-los, o marcador de quilometragem indicava 666.

ATuk- O filme nunca feito  


Diferente das histórias contadas anteriormente, Atuk é um filme que nunca conseguiu sair do roteiro.

No ano de 1963, um livro chamado “The Incomparable Atuk” (“O Incomparável Atuk”, em tradução livre) foi lançado no Canadá pelo escritor Mordecai Richler. Seu sucesso fez com que algumas pessoas em Hollywood pensassem que ele poderia ser uma boa base para um longa de comédia.

Desde 1982, O Incomparável Atuk já tentou chegar às telonas quatro vezes, fazendo cinco vítimas ao longo desse caminho. Resultado de uma coincidência fatal, ou não; Atuk nunca foi concluído.

A comédia escrita pelo canadense assustou, e ainda assusta atores de perfil bem específico e produtores que tentam levar para as telonas o roteiro de "O Incomparável Atuk" (The Incomparable Atuk). No livro, a história gira em torno de um poeta canadense residente na Ilha de Baffin (no Círculo Polar Ártico) e que se muda para a cidade de Toronto. Lá, ele vive as aventuras de um morador do interior desbravando a cidade grande. Já no roteiro, o protagonista é um esquimó do Alasca que vai para Nova York e também passa sempre de forma engraçada, pelos sofrimentos de quem sempre viveu em uma cultura completamente diferente.

Tudo começa em 1980 quando o roteirista Peter Gzowski recebeu a incumbência de transformar o livro de relativo sucesso em algo vendável no cinema. Logo de cara ele percebeu que o papel principal se encaixava perfeitamente no seu amigo John Belushi (O Clube dos Cafajestes), irmão do também ator James Belushi (Inferno Vermelho e K9).


John fez muito sucesso na segunda metade da década de 70 quando fazia parte de uma das primeiras formações do longevo seriado americano “Saturday Night Live”. Porém, ele não teve muito tempo para se entusiasmar com o novo trabalho. John Belushi morreu no dia 5 de março de 1982, vítima de uma overdose.


A perda do ator principal segurou um pouco a onda da produção do filme, mas não por muito tempo. Em 1988, o humorista Sam Kinison (De Volta às Aulas) foi contratado para a vaga de Belushi. Kinison era famoso por ser um comediante ácido, sem papas na língua. Tudo começou na boa, Kinison gravou algumas cenas, coisa e tal… mas aí rolou uma briga. Sam não estava muito feliz com o roteiro e pediu que fosse reescrito. Impasse formado, que terminou com a saída do ator do projeto. Mais uma vez "O Incomparável Atuk" parecia fadado a não ter sua chance nas telonas. Porém, em 1992, ator e direção se reconciliaram e decidiram que o esquimó gordinho teria oportunidade de sucesso. Mas, mais uma vez, um vento mais gelado que os da terra do nosso personagem principal abateu a produção do filme. No dia 10 de abril do mesmo ano, Sam Kinison morreu em um acidente de carro, quando estava a caminho de um show em Nevada.


Não vamos negar que coincidências existem e o destino entrelaça pessoas e situações de uma forma difícil de acreditar ou pelo menos compreender. Dois atores morreram, mas podemos pensar que isso são fatos que apenas acontecem. Sendo assim, bola pra frente. E foi com esse pensamento que no início de 1994 "O Incomparável Atuk" chegou às mãos de John Candy. Não estranhe se você percebeu a grande semelhança entre os atores escalados. O roteiro sempre sugeriu que o protagonista fosse um ator com o estereótipo gordinho/engraçado. Por isso Candy era uma escolha óbvia no início daquela década. O ator estava no auge após fazer dupla com Steve Martin no sucesso Antes Só Do Que Mal Acompanhado (1987), uma boa participação em Esqueceram de Mim (1990) e o sucesso de bilheteria Jamaica Abaixo de Zero (1993), top 10 dos melhores filmes que a Sessão da Tarde já passou.

Por isso, os produtores resolveram enviar para John Candy o nosso já famoso roteiro. Nesse ponto, a história tem duas versões. A primeira diz que o ator gostou muito do que viu e topou fazer o filme. Já a segunda considera que ele não teve nem tempo de terminar a leitura. No dia 4 de março de 1994, faltando um dia para completar doze anos da morte de John Belushi, seu xará John Candy morreu após um infarto fulminante enquanto participava das filmagens de Dois Contra o Oeste, no México.


A resposta veio em 1997, quando um fã de John Belushi decidiu fazer aquilo que o ídolo não conseguiu.

Chris Farley havia emplacado duas comédias rasgadas em dupla com David Spade que tiveram boas bilheterias: Debi & Lóide (1995) e A Ovelha Negra (1996). Os dois se conheceram quando faziam parte do elenco de Saturday Night Live, também berço profissional de Belushi. Sabendo da adoração do ator pelo falecido ídolo, os produtores enviaram o roteiro para Farley em meados de 1997. Ele não só aceitou como de cara convidou para o projeto o seu amigo Phil Hartman, famoso por fazer as dublagens americanas do apresentador de TV Troy McClure e o advogado Lionel Hutz em “Os Simpsons”. No mesmo ano, Farley lançou a comédia Um Ninja da Pesada (1997), outro filme que fez bastante sucesso e que, invariavelmente, é reprisada nos canais abertos aqui do Brasil.

Todos pensavam que “Dessa vez vai!” e que o espaço para coincidência trágicas desse filme já estava esgotado até para os mais pessimistas. Três dos grandes comediantes de Hollywood já haviam morrido em um espaço de duas décadas tentando levar para as telas as peripécias do esquimó Alaska. Chris Farley também pensou assim e se tornou a quarta vítima do roteiro assassino. Em 18 de dezembro de 1997, antes mesmo de as filmagens se iniciarem, Farley morreu de overdose, assim como seu ídolo. Segundo a investigação, o ator havia passado o dia com uma prostituta para a qual revelou estar acordado a mais de quatro dias. Foi o irmão dele que o encontrou em seu apartamento com sangue no nariz e um líquido branco espumoso na boca. 


Cinco meses depois, Phil Hartman, que havia sido convidado por Farley para participar do filme, foi assassinado pela própria esposa após ela ter consumido álcool e drogas. Até hoje mais ninguém se quer ousou tentar mexer nesse roteiro.

Esses são apenas algumas histórias envolvendo produções de filmes intrigantes e inexplicáveis que até hoje elas dão o que falar.

Sendo você cético ou não, não podemos negar que esses eventos mexem com nossa cabeça. 

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