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Geek & Game Rio Festival 2017


Em sua primeira edição, o Geek & Game Rio Festival está rolando nesse final de semana, de 21/04 a 23/04. O evento tem a proposta que fica bem clara no nome, juntar o público geek e gamer em um só local.
Ouvi muita gente dizendo que o GGRF é o Brasil Game Show do RJ, mas não é. O BGS tem sua extensão aqui no Rio com o Brasil Game Cup, que é voltado especificamente para os games, enquanto o Geek & Game Rio Festival é totalmente inédito.

Ontem nós levantamos cedo em pleno feriado, pousamos nossa nave no Rio Centro e desembarcamos para fazer a cobertura do evento, em tempo real, pelas nossas redes sociais. Se você ainda não segue a gente por lá, faça isso depois que terminar de ler o post, para você não perder mais nada!

Logo que descemos a rampa de desembarque já fomos surpreendidos com o valor do estacionamento, que era só R$ 5,00! Tanto para motos, quanto para carros e naves espaciais. Por outro lado, o ingresso está bem salgado, valendo R$ 60,00 a inteira para quem garantiu no primeiro lote e R$ 100,00 para quem deixou pra comprar na última hora ou até mesmo lá entrada. O GGRF facilitou a meia-entrada, valendo até mesmo para quem levar um livro para doação.

O espaço ocupado é de apenas um dos quatro pavilhões do Rio Centro, pode parecer pequeno, e realmente é, mas não há tantos estantes grandes, então ainda fica sobrando espaço lá dentro, nada tão apertado quanto parece. Por falar em estandes, os maiores são de lojas e editoras grandes, as menores são lojinhas.
Os painéis do evento foram distribuídos em quatro concentrações: o Gamer Stadium para os campeonatos de games, o Hiker Station para as palestras e bate papo, o Cosplay Awards para o desfile e competição dos cosplayers e o Meet & Greet para sessões de fotos e autógrafos. Ah, também tem o GGRF Lab com algumas palestras de conteúdo pago, à parte do valor do ingresso. Agora vamos aos painéis e às atrações que rolaram ontem! 

Hiker Station – Os Quadrinhos no Rio de Janeiro

Nesse painel, tivemos a presença dos quadrinistas Ota, João Carpalhau, Renato Lima, Roberta Araújo e Thiago Elcerdo, falando sobre o desenvolvimento e publicação nacional de quadrinhos, um pouco mais voltado ao RJ.

Carpalhau, da Capa Comics, falou sobre a importância de destacar o ambiente local nos trabalhos nacionais, afinal “Por que alienígenas só invadem Nova York? Por que todo kaiju só visa Tóquio? Será que apenas Londres tem mistérios a serem desvendados? Por que o fantástico precisava estar tão longe?” — Capa Comics.

Ota mencionou sobre a dificuldade de publicar e vender os quadrinhos nacionais, e assim adaptando um pouco da regionalidade para atender qualquer megalópole com seus trabalhos. Seja a capital carioca, seja São Paulo, Nova Iorque ou Paris.

Roberta nos falou sobre retratar a imagem do cidadão brasileiro nos personagens das histórias. Vemos muitos personagens negros nos quadrinhos de hoje, mas por que eles não podem ser um negro aqui do Brasil, que enfrenta problemas aqui do nosso país?

Thiago e Renato mostraram o desafio do trabalho de Marketing que nós vivemos aqui, onde cada um tem que se virar para divulgar o próprio trabalho de maneira criativa, para alcançar o público alvo. Seja por redes ou sociais ou até mesmo abrindo editoras e lojas próprias.

O bate-papo foi bastante direto, mostrando a necessidade da desconstrução do atual cenário do mercado de quadrinhos, para que possamos ter mais distribuição de conteúdo local e uma maior valorização dos nossos próprios artistas. Inclusive, a plateia contava com a presença de vários jovens que pretendem seguir esse ramo e que foram aprender mais com quem já vive isso há alguns tantos anos.

Hiker Station – Castro Brothers

Talvez os Castro Brothers sejam um dos primeiros youtubers que eu conheci, lá em 2012 quando não tinha nem ¼ dessas crianças “famosas” no YouTube. Marcos e Matheus faziam paródias musicais envolvendo e misturando games, além de fazerem vlogs sobre temas diversos. Passado o tempo, eles fizeram uma animação “A Lenda do Herói”, onde cantavam a trajetória do personagem, no entanto o público não percebeu de cara que era apenas uma animação e queria jogar “A Lenda do Herói”. E foi esse o assunto que eles trouxeram ao GGRF, o processo de produção e desenvolvimento de um game, a partir do zero, e como enfrentaram os vários desafios de mercado.
Um dos pontos interessantes é que eles também quiseram desenvolver o game apenas aqui dentro, sem preocupações com público internacional, segundo Marcos: “Nós apostamos em fazer um jogo para brasileiros, desenvolvido por brasileiros. O público gamer do Brasil precisa confiar mais nos próprios profissionais.”

Os irmãos pretendem lançar mais produtos, além das camisas, bonecos e pôsteres do título, que já temos hoje. A ideia é que também tenhamos livros, HQs, animações e até mesmo uma versão mobile do game. Além disso uma segunda versão de “A Lenda do Herói” está sendo estudada e promete ser maior do que a primeira.

Hiker Station – 99 Vidas

No terceiro painel do Hiker Station, contamos com a primeira reunião dos integrantes do 99Vidas! Jurandir, Izzy, Evandro e Bruno se juntaram pela primeira vez para fazer uma espécie de mega-podcast com o público do GGRF.
Pra quem não conhece os caras, eles começaram o podcast 99Vidas em 2010, para falar sobre nostalgia, com um foco maior nos games. Se você tem saudades do tempo em que matava aula para jogar videogame com os amigos da escola ou de ir na locadora, nos finais de semana, para alugar aqueles cartuchos que precisavam ser assoprados, então você precisa conhecer esses caras!

Eles também possuem um jogo, o “99Vidas – The Game”, onde os personagens são baseados neles mesmos, cada um com uma a aparência e características pessoais dos membros do podcast, em altas aventuras no estilo clássico de games antigos.

Segundo o 99Vidas, o podcast sobreviverá ao fim dos tempos e eles apostam que os youtubers vão acabar e mesmo assim o podcast continuará de pé após isto.

Geek Stuff - Lojas

A maior parte do espaço é composta por estandes de lojas, sejam lojinhas pessoais, editoras de livros com títulos voltados para fantasia e games ou até mesmo lojas virtuais que compareceram ao evento.
Embora sejam muitas, me decepcionei com a variedade de produtos, porque a maioria vende a mesma coisa: camisas, acessórios, action-figures e bonecos. Os preços também não são atrativos e estão elevados ou no mínimo iguais aos das lojas virtuais, não apresentando muita vantagem para quem está participando do GGRF. Mas dentre todos alguns valem a pena e eu acho que merecem destaque:

Piticas – a franquia de camisetas oferece um desconto pra quem comprar mais de uma peça e o melhor de tudo: eles levaram camisas exclusivas com temas de Guardiões da Galáxia, X-Men e DC Comics que ainda não chegaram nas lojas. Ótima oportunidade pra garantir a camisa que ninguém mais tem e que só chegarão aos shoppings no mês que vem!

Americanas – as Americanas estão com aquela mega promoção de games, com 50% de desconto nesse final de semana, e realmente tem muito de lançamento com preços baixos nunca vistos. Também salva aqueles que preferem comprar um biscoito e um refrigerante, invés dos outros alimentos oferecidos no evento.

Editora LeYa – títulos de fantasia, games, geek e ficção-científica estão com um preço muito bacana no estande da editora. Dá pra encher a estante e também tirar uma foto com seu painel favorito no ambiente chroma-key que a editora fez!

Grupo Editorial Record – a Record também tem livros com preço de banana que batem as promoções das lojas online. Dá pra achar títulos de Battlefield e Mass Effect por R$ 20,00, por exemplo. Impossível não comprar todos.

No mais, os outros estandes compensam mais pra não pagar o frete das compras pela internet. Lembrando que este foi o cenário de ontem, o primeiro dia do evento. Talvez a variedade e os valores sejam diferenciados nos outros dias.

Cosplay Awards

Os cosplayers foram divididos nas categorias infantil e adulto, para participarem dos desfiles. Foi praticamente impossível não se apaixonar por aqueles pedacinhos de gente que mal sabem falar, vestidos da mais vasta variedade de personagens. Claro, valeu mais por ser fofinho do que realmente ter um personagem bem caracterizado.
Já o desfile adulto contou com um toque mais profissional, porém eu preciso dizer que foi tudo muito fraco. Poucos estavam realmente legais.

Os que eu mais gostei, preferiram não participar do concurso. Uma pena, porque diante dos que desfilaram ontem, eles estariam em grande vantagem. Então se você for ao evento procure o Buzz e o Woody! Sério, estão perfeitos demais e eu queria trazê-los pra casa, mas pegaria mal se eu quisesse deixar os caras no meu quarto, né? Algumas princesas da Disney também merecem destaque, procure-as, assim como o Motoqueiro Fantasma e da Morte que está com junto com ele. Tem um grupo de Jedis que também está bem caracterizado e um pequeno Link que dá vontade de colocar na estante!
Realmente espero que hoje e amanhã tenham profissionais melhores no ramo cosplayer, pra fazer valer a pena a conquista do prêmio, uma Honda Hornet.

Gamer Stadium – Rainbowsix Siege

De longe a arena gamer é o maior atrativo do envento, um telão gigantesco cercado de arquibancadas para a galera dos joysticks assistirem ao campeonato de um jogo. É impossível não perceber os gritos da galera e o som envolvente do combate, convidando a galera e reverberando por todo o espaço do GGRF.
Ontem foi dia do torneio de Rainbowsix Siege, um dos maiores e mais amados títulos de Tom Clancy. As partidas foram entre equipes dos times Black Dragons e Santos Dexterity. A cobertura e a excelente narração foram realizadas oficialmente pela SporTV!

O troféu foi merecidamente para o Santos Dexterity que fez um excelente jogo! Os dois times foram muito bem, mas o Santos Dex realmente superou e a arquibancada vibrava junto com a equipe a cada triplo e quadra kill! Muito lindo de se ver. Ah, os torcedores do Black Dragons tiveram oportunidade de tirar fotos com o time no Meet & Greet, após a premiação.

Além do espaço oficial, vários outros estandes permitiam que os gamers se divertissem com a presença de máquinas de fliper com títulos clássicos e também com consoles da última geração cheios dos últimos lançamentos. Algumas empresas preferiram garantir a diversão com experiências engraçadas e cheias de adrenalina com realidade virtual.
Mas as coisas não param por aqui, porque também precisamos falar dos jogos de tabuleiro que estavam representados pelas grandes Copag e Galápagos. Embora o espaço fosse menor e mais vazio, a galera pode desfrutar de RPG de mesa e também aproveitar partidas de card-games em um ambiente feito só pra isso!

Ufa! Depois disso decolamos ao fim do primeiro dia de Geek & Game Rio Festival e eu cheguei em casa destruído, hahaha. Acho que o evento prometeu um pouco mais do que cumpriu nesse primeiro dia, mas precisamos levar em conta que é uma primeira edição, além de ainda ter mais dois dias pela frente. Vamos torcer para que os próximos sejam melhores e que existam. Que não mudem de estado, como BGS que foi pra SP, afinal, nós, geeks e gamers cariocas também merecemos eventos grandes e de qualidade!


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