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Crítica: Antes Que Eu Vá (sem spoiler)

Ontem fui à cabine de Antes Que Eu Vá, que estreia amanhã, 18 de maio, nos cinemas. A produção é uma adaptação do livro de mesmo nome da autora Lauren Oliver, contudo como ainda não li a obra não farei um paralelo entre livro e longa, sendo este texto dedicado apenas ao filme. Ah, e pode acompanhar sem medo, pois não tem spoiler!

Já imaginou ficar preso em uma espécie de loop temporal e viver o último dia de sua vida várias vezes? O que você faria? Será que mudaria algo? Essa é a base para Antes Que Eu Vá.

Zoey Deutch, na pele da personagem Samantha Kingston, é uma típica adolescente americana da classe média alta e vive uma “vida perfeita”: é bonita, popular, tem lindas amigas e o namorado é o garoto mais desejado do colégio. Perfeito, não? Como é de se esperar de um estereótipo assim, ela não se dá muito bem com sua família e ignora todos que não sejam populares o suficiente para falar com ela. O básico de sempre.


Samantha convive com sua perfeição até o dia, mais precisamente 12 de fevereiro, em que sua cobiçada vida toma um fim de forma abrupta e curiosa, pois a partir desse evento, ela então percebe que está vivendo exatamente o mesmo dia constantemente.

Zoey consegue desempenhar uma ótima interpretação de Sam, fazendo-nos sentir as emoções da personagem, como raiva, pavor, tristeza e agonia. Na verdade, o elenco não deixa a desejar e, apesar de não ter personagens muito complexos, os atores conseguem torná-los bastante envolventes.

Não posso deixar de apontar que a personagem Lindsay, interpretada por Halston Sage, me lembrou um pouco da poderosa Regina George (Meninas Malvadas, 2004), mas talvez seja apenas o clichê de “popular cruel” falando mais alto. Porém assim como Regina, Lindsay é amada por suas amigas, mas as mantém em rédeas curtas e demonstra por várias vezes que o comando é dela. Mais um clichê.


E falando em estereótipos e clichês, ainda temos mais disso com a garota alvo de bullying das poderosas, quer dizer, das amigas. Chamada Juliet, a personagem de Elena Kampouris é extremamente exagerada, beirando o bizarro, o que acaba deixando um ponto negativo e termina por afetar um pouco a seriedade que o filme tenta passar.

Por fim, acredito que a trilha sonora foi muito bem escolhida, e termina por se adequar totalmente à proposta teen que o filme tem.

Antes Que Eu Vá conta sim com elementos utilizados diversas vezes em filmes adolescentes, porém não se trata somente disso. O filme passa uma mensagem longe de ser superficial, fazendo-nos refletir sobre nossa própria vida e atitudes. Embora tenha um efeito maior para o público mais jovem, é um filme que abrange todas as idades e vale a pena assistir.

Texto pela colunista convidada Thamy Dantas




Agradecemos à Paris Filmes, Espaço Z e Intrínseca pela sessão da cabine de imprensa

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