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Crítica: Ninguém Entra, Ninguém Sai



Nossa nave aterrissou na coletiva de imprensa e exibição da nova comédia brasileira, Ninguém entra, Ninguém sai primeiro filme de Hsu Chien na direção, e que estreia dia 04 de maio nos cinemas.

Produzido pela Caribe Produções, o filme conta a história de Edu (Emiliano D'Ávila) que após fazer uma vaquinha entre amigos, consegue dinheiro suficiente para levar Suellen (Letícia Lima) ao Zeffiro's, um motel bastante conceituado e caro. Lá também estão à juíza Letícia (Danielle Winits) e seu assessor Acauã (Tatsu Carvalho), os adolescentes Caju (João Côrtes) e Bebel (Bella Piero), a virgem Margot (Mariana dos Santos) e o assaltante Alexandre (Rafael Infante), além de vários outros casais. Paralelamente, o funcionário do motel Donizete (Paulinho Serra) vai até um hospital e lá é diagnosticado com um vírus raro, que até então não existia no Brasil. Por causa disto, o motel é imediatamente colocado em quarentena, com seus funcionários e hóspedes sendo impedidos de deixar o local. Ao mesmo tempo em que temem que suas identidades sejam reveladas, eles precisam encontrar um meio de conviver em harmonia enquanto desfrutam dos prazeres do estabelecimento.
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O primeiro longa-metragem do diretor Hsu Chien,  teve como o ponto de partida o conto de Luis Fernando Veríssimo, "No Motel". Com a intenção de transforma a comédia em um humor puro, o filme não traz a sátira do autor para a tela do cinema, pelo contrário, vemos algo mais familiar - tendo em vista que a censura é 12 anos -, que encontramos na maioria das vezes em filmes americanos dos anos 80 estilo “Top Secret”, "Duro de Espiar". Não há uma inovação no gênero, continuando na mesmice de outros filmes brasileiros. Contudo, o humor ainda assim é mais bem trabalhado aqui do que em outras produções. Isso se deve ao fato de Rafael Infante e Letícia Lima, que estão ótimos e arrancam boas risadas em seus respectivos papéis, além darem um gás a trama.


O filme se passa dentro de um motel e em nenhum momento se torna uma comédia vulgar, lógico que conta com algumas malícias ingênuas, mas que são totalmente dentro do contexto apresentado. Isso ocorre, pois Hsu não queria uma comédia cheia de besteirol e com grandes apelo para a sexualidade. Com toda a certeza, vejo o empenho do diretor em não apelar apenas para o lado sexual e dar foco em outras partes da trama, mas ainda sim o filme não deixa de ter cenas de uma comédia pastelão.


Outro destaque, é  a personagem Francisca que dá o ritmo mais "dramático" a história por ser uma puritana que detesta trabalhar no motel e enlouquece quando se vê presa no meio da perdição.

Por fim, para quem curte comédia e quer se distrair após um dia cansativo essa é uma ótima pedida.  


Ninguém entra, Ninguém sai estreia nesta quinta-feira (04/05) nas maiores redes de cinema do país. Agradecemos a Imagem Filmes pela sessão da cabine de imprensa.

A imagem pode conter: câmera e óculos de sol

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