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Crítica: A Promessa



'A Promessa' chega hoje (11/05) nos cinemas brasileiros e nós já fomos conferir essa história envolvente que nos apresenta o genocídio armênio e modo como a Turquia não o reconheceu (e não reconhece até hoje).

As narrativas dos protagonistas estão bem equilibradas e todos são muito bem interpretados. Oscar Isaac (Poe, Star Wars) se destaca mais uma vez não só pelo seu charme, mas também pelo seu desempenho de trazer todo o sofrimento e angustia do personagem para a tela. Ele interpreta Mikael Boghosian, um armênio que nasceu em uma cidade pequena no leste da Turquia e após se comprometer com Maral (Angela Sarafyan), com a bênção dela e de sua família, ele usa o dinheiro do dote para ir para Constantinopla (Istambul Moderna) cursar faculdade de medicina que tanto sonhou, ele promete vai voltar para ela assim que ele se formar.


Em Constantinopla ele conhece pessoas que mais tarde teriam um grande impacto em sua vida, incluindo um estudante de medicina (e filho de um oficial militar otomano) Mustafa (Numan Acar). Mikael fica hospedado na casa de seu tio e se apaixona por Ana (Charlotte Le Bon), uma artista também armênia que foi criada na França e está servindo como babá para as filhas de seu tio. Ana está comprometida com Chris Myers (Christian Bale), um renomado jornalista americano correspondente de guerra.

A medida que a Primeira Guerra Mundial se aproxima, a sociedade otomana se torna um estado militar e Mustafa ajuda Mikael a evitar ser forçado a entrar no Exército Otomano, com base na sua isenção como estudante de medicina. Isso não dura muito, os otomanos começam a enviar armênios para batalhões para construir estradas de ferro enquanto expulsam idosos, mulheres e crianças para a Síria e Mikael é um dos enviados para os batalhões.


Sem dar mais spoilers, a história consegue manter um pouco de cada dose do assunto abordado: o genocídio armênio e seu impacto, mas nunca perde o contato com as tramas individuais e o triângulo amoroso entre Mikael, Ana e Chris. Para um filme de guerra, a carga dramática é pesada e profunda, mas o diretor teve todo o cuidado para inserir uma representação da violência na tela.

Sem dúvidas é um daqueles filmes que podem ser passados nas aulas de história para ensinar que existem pessoas que querem encobrir fatos que realmente aconteceram.  É uma história plausível, emocionante e digno de Oscar.




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