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Crítica: Rei Arthur - A Lenda da Espada


Rei Arthur – A Lenda da Espada chegará às telonas na semana que vem, dia 18, mas o filme já estava me deixando louco de vontade de assisti-lo, primeiramente porque as aventuras de Arthur sempre participaram das minhas histórias favoritas de fantasia medieval. Em segundo lugar, a Warner fez uma divulgação muito instigante do filme e eu estava contando os dias, até que chegou o convite da cabine de imprensa e eu pude saciar minha sede.

Na mais recente adaptação da clássica lenda — que todo mundo conhece pelo menos um pouquinho — não temos muitas novidades em questões de história, e isso é ótimo! A Lenda da Espada não se preocupa em criar mais uma versão sem sentido da narrativa de Arthur, que já sofreu várias alterações ao longo de sua sobrevivência entre os séculos, mas nos traz uma nova lenda, excelente! O filme mostra um rei que nasceu em berço de ouro, foi levado às ruas, se deparou com a espada e agora novamente tentará ascender ao trono.

O ambiente histórico é baseado no tempo de Vortigern, com suas alianças não muito bem-sucedidas para a Inglaterra, assim como sua infinita ambição que acaba tornando-o antagonista de Arthur.

Sobre a espada, Excalibur, o filme junta dois dos mitos sobre as armas utilizadas pelo rei: a que é retirada da rocha, que na maioria das histórias não é nomeada como Excalibur, e a que realmente recebe o nome icônico — herdada de seu pai, forjada por Merlin e que lhe é entregue pela Dama do Lago.


O roteiro consegue mesclar as cronologias da narrativa com maestria, explicando e avançando na história, de maneira bem clara. A história não fica com pontas soltas e vai levando o expectador a descobri-la com empolgação. As cenas de batalhas são incríveis e quem já jogou Terra Média – Sombras de Mordor, Sombras da Guerra, ou até mesmo algum título de Assassin’s Creed, com certeza ficará boquiaberto e extasiado.

Ademais, A trilha sonora  é simplesmente maravilhosa e extremamente bem encaixada nas cenas, tanto em estilo quanto em tempo e coerência histórica. Juro que procurei as faixas logo que cheguei em casa, para jogá-las na minha playlist favorita, mas não encontrei. Ainda!

Em relação a atuação, de modo geral, todos estão muito bem em seus respectivos papéis. Charlie Hunnam se supera com o personagem. Ele consegue desenhar a transição do humor de Arthur com excelência e realmente vestiu a camisa do rei, ou tirou — vira e mexe, o filme se utiliza do sex symbol do ator para mostra-lo sem camisa.

A sessão da cabine de imprensa foi em 3D e eu confesso que o filme possui um pouco mais de efeitos do que os últimos títulos que assisti ao longo dos últimos três anos, mas não deixa de ser um tanto de "mais do mesmo". As únicas cenas que valem os óculos especiais são as de batalhas, com os efeitos incríveis que já mencionei.

O filme é bem extenso, mas não é cansativo. Na verdade, ele termina e a gente fica pedindo mais, porém trate de ir ao banheiro, jogar água fora, antes de entrar na sala.

Eu tenho poucos filmes como “favoritos”, mas Rei Arthur – A Lenda da Espada entrou forte para a lista e realmente superou muito as expectativas que eu havia criado para a adaptação. É um daqueles que dá vontade de assistir mais de uma vez no cinema.

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