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Crítica: Z – A Cidade Perdida



Dia 1º de junho estréia ‘Z – A Cidade Perdida’, um filme baseado em fatos reais que se passa no início do século 20 e conta a história de Percy Fawcett, um militar britânico e explorador que é enviado para a  Amazônia para mapear o território e entre diversos perigos que a floresta apresenta, ele acaba descobrindo a possível existência de uma civilização antiga que segundo a lenda, era muito mais avançada do que qualquer coisa que ele encontrou na floresta.

Acompanhamos a trajetória do personagem ao longo de 25 anos e vemos o quão árduo era o objetivo de Fawcett e a força que ele tem de nunca abandonar o que se tornou seu anseio. Retratar quase a vida inteira de um personagem não é uma tarefa fácil. Você precisa tomar todo o cuidado para não deixar o espectador entediado, principalmente em 141 minutos em tela. No entanto, o diretor James Grey faz um excelente trabalho escolhendo os detalhes importantes da história e retratando-a de maneira magnifica.


Filmado em 35mm, a fotografia nos traz imagens com bastante contraste e belos planos que parecem pinturas. Os cenários são ricos em detalhes e nos apresenta dois mundos distintos: a Inglaterra com seus luxos e a civilização com sua rigidez e as divisões de classe; e a Amazônia cheia de mistérios e perigos que encanta e assusta ao mesmo tempo.


Charlie Hunnam, que acabou de estrear em ‘Rei Arthur - A Lenda da Espada’ (leia sobre o filme aqui), é o protagonista Percy Fawcett. Uma atuação impecável que mesmo que as atitudes do personagem sejam ambíguas, o espectador tem certa dificuldade em julga-lo. Hunnam retrata com toda clareza a psicologia de Percy, como um homem insistente que nunca desiste de um sonho. Sienna Miller interpreta a esposa de Percy, claramente uma mulher à frente do seu tempo que entende e acredita na profundidade do trabalho de seu marido e no sacrifício que ele faz para manter o nome e a glória de sua família. Ela acaba ficando com toda a carga de criar seus filhos. Tom Holland - o novo Homem-Aranha – interpreta Jack, o filho de Percy, que cresce com uma grande ausência paterna e mesmo assim se apaixona pelo que o pai faz e acaba seguindo os mesmos passos.

Agora precisamos falar sobre Robert Pattinson! Mais conhecido por seu trabalho como Edward Cullen em ‘Crepúsculo’, ele aparece interpretando Henry Costin, com um visual quase irreconhecível e atuando bem. Isso mesmo, você não leu errado. Pattinson está ótimo no papel do companheiro fiel e dedicado de Fawcett.


A história transmite a emoção de todos os personagens sem aqueles diálogos gigantes e chatos para explicar o que está acontecendo. A ação não é exagerada, o filme não tem pressa para se desenrolar, você se imerge em uma viagem e acompanha a exploração como um passageiro privilegiado.

O desaparecimento do Coronel Percy Fawcett ainda é um mistério. Várias expedições foram em busca de pistas durante muitos anos. Ainda hoje, várias cidades perdidas continuam sendo descobertas na América Central e América do Sul. O passado complexo e ainda desconhecido da humanidade se desvenda continuamente.


Agradecemos a Imagem Filmes pela sessão da cabine de imprensa.



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