Swift

Um chamado para Ex-Machina (sem spoiler)



Todo ano são lançados centenas de filmes mundo afora, sendo uma parcela muito pequena que ganha destaque. Porém o fato de não ter destaque não significa que o filme não preste, muito pelo contrário, muitas vezes é porque foi mal divulgado.

O caso que quero tratar é o do filme Ex-Machina, lançado em 2015, muito pouco se falou sobre este longa. O que na minha opinião é uma injustiça, pois ele é fenomenal, como vou falar adiante.

Ex-Machina ainda chegou a ganhar um Oscar por Efeitos Especiais e foi indicado ainda a Roteiro Original. Muito pouco para o que essa ficção científica nos entregou.



Desde o começo do cinema existem filmes que tratam da temática ficção cientifica, sempre se adequando ao que a sociedade imagina como será o futuro. Tivemos a fase em que pensaram em hologramas, viagens espaciais, teletransportes, telefones móveis, carros voadores. O momento atual é aquele da inteligência artificial.

Inteligência artificial (em inglês AI - Artificial Intelligence) é a inteligência similar à humana exibida por mecanismos ou software. Podemos dividir em consciência artificial forte e fraca:

  • Uma inteligência artificial forte seria a que a máquina se compararia a um ser humano, com consciência e inteligência. Tendo um livre arbítrio. E se diferindo de nós apenas na sua constituição corpórea.
  • A inteligência artificial fraca é aquela construída para aprender o que ensinamos a ela, porém não é capaz de verdadeiramente raciocinar e resolver problemas. Uma tal máquina com esta característica de inteligência agiria como se fosse inteligente, mas não tem autoconsciência ou noção de si. O teste clássico para aferição da inteligência em máquinas é o Teste de Turing.




Em 1950, Alan Turing formulou um teste, que se tinha intenção de saber se poderíamos ter um computador inteligente, e tal teste tornou-se praticamente o ponto de partida da pesquisa em "Inteligência Artificial".

O Teste de Turing é nada mais que um participante humano (juiz) entra em uma conversa, em linguagem natural, com outro humano e uma máquina projetada para produzir respostas indistinguíveis de outro ser humano, porém todos os participantes estão separados um dos outros, de forma tal que o juiz não saiba quem é o outro humano e quem é a máquina. Se o juiz não for capaz de distinguir com segurança a máquina do humano, diz-se que a máquina passou no teste. O teste não verifica a capacidade de dar respostas corretas para as perguntas; mas sim o quão próximas as respostas são das respostas dados por um ser humano típico. A conversa é restrita a um canal de texto, como um teclado e uma tela para que o resultado não dependa da capacidade da máquina de renderizar áudio.

Com essa pequena (grande) introdução acerca do tema, vou adentrar só um pouco sobre o que se trata o filme, porque se falar muito vou acabar diminuindo a experiência de vocês.

O filme começa com a escolha de um humano, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), para ser o juiz em um teste como o que Turing propôs. Quem faz essa escolha é um gênio e bilionário recluso da tecnologia, Nathan Bateman (Oscar Isaac), que mora em lugar remoto nas montanhas.



Nathan é CEO de uma empresa equivalente a uma fusão de Google e Facebook, e utiliza os dados de bilhões de usuários para criar uma inteligência artificial em um corpo humanoide chamada “Ava” (Alicia Vikander). E deseja que Caleb entreviste ela todos os dias para aplicar o teste de Turing.

Bom, o filme segue a partir disso com um roteiro impecável e atuações excepcionais, principalmente a do Oscar Isaac. Nos fazendo questionar sobre muitas coisas, criando um tensão na sua cabeça, fazendo-o pensar o que é o certo e o que é errado, o que é verdadeiro e o que é falso.

Fica a indicação desta excelente obra de ficção científica. Vá atrás de assistir o mais rápido possível e depois deixe suas impressões nos comentários.


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