Swift

Coleção Marvel - Novo Século


Não é novidade que eu sou um fã da Marvel — mais do que declarado — e há cerca de dois anos atrás, a editora Novo Século chamou mais a minha atenção, começou a encher mais as minhas estantes e passou a esvaziar mais o meu bolso, quando apostou em lançar a série de livros da Marvel, que é o tema do post de hoje.

Acredito que seja difícil alguém não ter visto nenhum destes livros por aí, mas para quem ainda não sabe do que se trata, a editora está trazendo os livros que foram adaptados das histórias em quadrinhos mais icônicas do universo Marvel, com uma grande diversidade de personagens.

Confesso que eu não conheci a série enquanto ela estava lá fora e fiquei empolgado demais quando descobri o lançamento aqui no brasil. Eu sigo o desenhista Will Conrad nas redes sociais e vi uma postagem dele, divulgando a arte de uma das capas que fez para os livros da coleção.


O primeiro título que eu li foi “Homem-Aranha: Entre Trovões” — embora não tenha sido o primeiro a ser lançado — e fiquei encantado com a maestria do desenvolvimento da história, que é um arco muito amado das HQs. A experiência de perceber a narrativa por alguns pontos de vistas mais abrangentes, que não cabem nas poucas páginas e alguns balõezinhos das revistas, é linda demais.

Me ganhou tanto que a coisa ficou simplesmente compulsiva e eu li uns 4 livros seguidos, a partir daí tive que aguardar o timing de lançamento da editora. Obviamente que todo dia eu entrava no site da Novo Século, para ver se já havia alguma previsão do próximo título que chegaria às livrarias e também perturbava bastante o pessoal da editora pelo Twitter. Mas quem ama, perturba. Te amo, Novo Século <3.


Os livros não são todos escritos pelos mesmos autores, embora alguns deles participem em mais de uma das adaptações. Hoje, já temos dezessete títulos lançados na série e mais outros já anunciados, para nos deixar ansiosos. Ainda não consegui ler todos devido ao compromisso com minha enorme fila de leitura atrasada — que, convenhamos, todo leitor tem! —, mas ainda não encontrei nenhum que não tenha sido trabalhado com grande dedicação e maestria. As histórias são individuais e até agora não li nenhum que tenha uma sequência obrigatória. Quando falamos, “série” é com o sentido de vários livros do mesmo estilo e universo. Não que haja necessariamente uma narrativa contínua entre eles.

Quem conhece a Marvel de longa data, perceberá que algumas dos títulos são um tanto antigos e é impossível não se deliciar com a nostalgia de reviver a mesma aventura mais uma vez, com nossos personagens tão amados e muito fiel aos quadrinhos. É claro que há diferenças, com toda a justifica uma adaptação, porém nada que altere a essência das histórias nem o conteúdo das HQs. Inclusive, visto a camisa para afirmar — sem medo — que algumas coisas ficaram muito mais bem contadas nesses livros, me julguem!


Reviver as emoções da Guerra Civil, de maneira mais profunda como só os livros conseguem fazer, com a capacidade que têm, de nos fazem sentir e viver as cenas, a partir do momento em que não estamos vendo os desenhos da revista. Chorar novamente a morte do Capitão América, mas perceber e entender onde outros personagens sofreram juntamente comigo — o que nem sempre fica muito claro nos quadrinhos — é uma experiência única.

Um outro ponto que eu achei muito positivo, foi a excelente maturidade que os personagens adquiriram, além de que as narrativas parecem muito mais realistas, mesmo com os elementos fantásticos de todas as histórias! Todos os livros possuem esse foco maior na vida do personagem e não do ambiente e universo, como é mais comum nos quadrinhos.


Então se você é daqueles que só curtem HQs e não dão muita chance para os livros, essa é a chance de você mudar um pouco os seus conceitos. Se você já é fã de livros e também curte as histórias de super-heróis, essa coleção é ideal para você diversificar o seu estilo literário. Agora, se você é daqueles que acham que revista em quadrinhos é coisa de criança, esses livros são bem mais adultos! Não há desculpa para não ler e, acreditem, é bom demais.

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