Swift

Crítica: Baywatch (sem spoilers)


Sol, corpos sarados, muito slow motion e uma praia paradisíaca no fundo. Com essa premissa Baywatch ou S.O.S Malibu (no Brasil) estreava nas terras tunipiquins para contar a história de um grupo de salva-vidas – que parecem que saíram direto de um ensaio fotográfico –e as situações mais inusitadas de seu ofício que vão de afogamentos até impedir grandes crimes. A série foi um grande sucesso nos anos 90, sendo eternizada por Pamela Anderson e David Hasselhoff.

Diante disso, não é surpresa que Hollywood queira trazer a nostalgia para a telona com uma adaptação, que estreia amanhã, dia 15 de Junho, nos cinemas. Dirigido por Seth Gordon, a produção agora é comandada por Dwayne “The Rock” Johnson,  assumindo o papel - ou devo dizer o calção  - de Mitch Buchannon, um salva-vidas experiente que toma conta de sua praia e de sua equipe com unhas e dentes. Contudo, com a chegada de três novos recrutas, incluindo um medalhista olímpico barra-pesada interpretado por Zac Efron, e desvendar um grande esquema de tráfico de drogas que está ocorrendo em sua praia, Mitch e sua equipe deverão se unir e salvar a baía.

Baywatch Movie funny comedy zac efron dwayne johnson GIF

Você pode achar uma premissa bizarra, e realmente é, o nonsense está por todo os lados, desde piadas com peitos, bundas, vômitos e inúmeras conotações sexuais, até cenas canastronas em que tentam mostrar a força de seus protagonistas ou seu heroísmo. Os clichês são imensos, mas tudo bem, pois Baywatch não se leva a sério. A produção tem conhecimento disso, assim como, os atores. Sendo aqui o principal objetivo divertir o público, e devo confessar que o filme consegue atingir tal objetivo. 

Grande parte desse êxito deve-se a Dwayne Johnsson e Zac Efron, que provocam boas risadas e possuem muito carisma em seus respectivos papéis, a sintonia entre os atores é grande e você vê claramente que os dois se divertiram filmando o projeto. Priyanka Chopra, também consegue incorporar uma vilã afetada, mas que cumpre seu papel de movimentar a trama.


Alias, a sensação de você estar assistindo uma produção dos anos 80/90 é constante, desde as perseguições, cenas de luta ou até o típico close do herói. Como disse anteriormente, a nostalgia é um grande fator do filme, sempre com lembretes de que estamos vendo uma adaptação da série, principalmente no uso do slow motion ou com algumas aparições especiais. No entanto, esse excesso acaba pecando, pois mesmo provocando risadas, o roteiro raso e personagens estereotipados, acabam dando a sensação de um filme ultrapassado, que se perdeu no tempo.

O que posso afirmar é que sim Baywatch possui muito defeitos. Contudo tem consciência do material que está trazendo para tela. Em vez de tentar se levar a sério, ele abraça o besteirol e tenta divertir seu público. Agora cabe a você decidir se vai querer mergulhar nessa aventura ou esperar para assistir no conforto de seu sofá.





Agradecemos a Paramount Pictures pela cabine de imprensa

LEIA TAMBÉM