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Prison Break: uma breve sinopse desta série que fugiu dos padrões (contém spoilers)



Em 29 de agosto de 2005 estreava na FOX uma das séries mais inventivas de então. A série que tinha uma trama de fuga de prisão mais conspiração a nível mundial chegou arrebatando a audiência e prendendo a atenção dos telespectadores.

Foram 4 temporadas até 2009, e agora em 2017, devido a amizade que Wentworth Miller (Michael Scofield) e Dominic Purcell (Lincoln Burrows) mantiveram na série Legends of Tomorrow (CW), conseguiram fazer uma nova temporada de 9 episódios com a volta dos personagens, completando o total de 5 temporadas produzidas até agora.

Dia 30 de maio a série chegou novamente ao seu final, ou talvez não, já que Dana Walden, CEO da Fox, declarou que eles estão considerando definitivamente fazer mais episódios. E em entrevista à TV Line, o showrunner Vaun Wilmott disse que as ideias para uma nova temporada já estão começando a surgir.

“Neste momento, estamos apenas curtindo esses nove episódios. Se a história certa vier, tenho certeza de que juntaremos o grupo novamente para fazer de novo… Mas ideias estão emergindo”, disse o showrunner.

Lembro pouco da época em que a série estreou, só sei que eu comecei a assistir desde o primeiro episódio e logo viciei, pelos motivos que irei escrever logo mais.

Quando soube que a série teria mais uma temporada, fiquei animado, mas muito receoso, pelo jeito que a série “terminou” após o fim da 4ª temporada, porém acabou que para mim o resultado foi positivo.

Vou falar agora com um pouco de spoilers sobre as temporadas individualmente, aproveitando que estou perto de terminar a maratona da série junto com minha noiva, que está vendo pela primeira vez.

1ª temporada – Fox River



Começo logo dizendo que como uma temporada isolada, esta é uma das melhores temporadas de séries de todos os tempos. Com um roteiro bem fechadinho e conciso.

Resumindo, Lincoln Burrows é incriminado pelo assassinato do irmão da vice-Presidente dos EUA, crime que não cometeu e está no corredor da morte pelo feito. Michael Scofield cria um plano para libertar o irmão do presídio de segurança máxima Fox River, e para isso comete um crime, para ser preso junto ao irmão. E o maior feito da série é que ele tatua praticamente 100% do corpo dele com o plano (Blindspot deu uma copiada marota), porém é tudo criptografado e só ele sabe decifrar.

Nesse meio tempo em que Scofield põe em pratica o plano em ação, vários problemas se apresentam tanto na prisão, quanto fora.

O carisma de Michael Scofield é contagiante, e não há como não deixar de mencionar a inteligência fora do comum. Um personagem que podia segurar a série toda sozinho, mas não é a questão, pois temos o irmão Lincoln Burrows, a médica Sara Tancredi, o carcereiro Brad Bellick, o diretor Henry Pope, os detentos T-Bag, C-Note, Sucre, Abruzzi, Charles Westmoreland, entre vários outros que adicionam muito no background da série.

2ª temporada – Fuga


Na segunda temporada, pós-fuga de Fox River, os detentos têm que fugir do FBI, que é liderado por Alexander Mahone, um agente que é tão inteligente quanto Scofield e usa de meios escusos na busca dos fugitivos.

Além do FBI, entra em cena a Companhia, o grupo que incriminou Burrows pelo assassinato do irmão da vice-Presidente dos EUA, também sai em busca dos irmãos.

Os detentos que conseguiram sair de Fox River saem em busca de um tesouro por muito tempo perdido. Uma quantia milionária escondida de um grande assalto de muitos anos antes.

Boa parte deles vão parar no Panamá, no intuito de se estabelecerem por lá, porém Mahone e a Companhia os seguem e após alguns confrontos, vários param na prisão.

Essa temporada é muito interessante, pois mostra várias frentes, cada detento em busca do seu propósito, seja dinheiro, seja família, mas que no fim todos acabam sempre tendo que fugir.

3ª temporada – SONA



SONA, a prisão do Panamá, onde há pouco tempo havia ocorrido uma rebelião que fez com que não tivesse mais nenhum carcereiro dentro do presídio, deixando os detentos se virarem por conta própria.

Michael, T-Bag, Mahone, e Bellick por motivos diversos são presos em SONA. Cada um procura um meio diferente de sobreviver lá.

Fora do presídio, Lincoln tenta de tudo para tirar Michael de SONA, porém a Companhia, por meio de Gretchen Morgan, sequestra Sara e L.J. (filho de Lincoln) e força os irmãos a criarem um plano para fugir da prisão e levar com eles um detento, James Whistler.

Lá em SONA quem comanda é Lechero, um mafioso local que após muito esforço dos policiais locais, havia sido preso recentemente. E com isso além da polícia que fica fora do presídio, Scofield tem que lidar com essa facção dentro do recinto.

Não se compara ao que vimos na primeira temporada, também pelo motivo de ter pegado a greve dos roteiristas em 2007, a 3ª temporada tem seus pontos altos, mas é a mais fraca de todas.

4ª temporada – Scylla



Após SONA, temos a volta dos personagens aos EUA, e novamente nas mãos da polícia, acabam aceitando um acordo de ter que ir em busca de Scylla, uma lista negra contendo segredos da Companhia, para derrubar o grupo que domina o território nacional americano.

Scofield, junto com Burrows, Sara, Sucre, Bellick e Mahone estão trabalhando com Sef, um agente da Agência Nacional de Segurança, para roubar a lista.

Além disso Michael está com um tumor no cérebro, dificultando mais a vida dos personagens.

T-Bag assume uma identidade falsa e vai trabalhar numa empresa que é vizinha do prédio da “Companhia”, ficando mais uma vez no caminho de Scofield e Burrows.

A série vai perdendo fôlego com o passar das temporadas, essa última ainda tem faíscas do que já foi. Talvez pelo formato de 24 episódios, inviabilizou um pouco a trama, tendo que conter algumas “barrigas”.

5ª temporada – Kaniel Outis



Após anos o término dos acontecimentos da 4ª temporada, todos seguiram com suas vidas. Sara está casada com um filho e Lincoln volta às ruas cometendo alguns delitos. Claro, Michael está morto, ou deveria estar.

Acaba que Michael não está morto e sim numa prisão em Ogygia que fica no Iêmen, sabendo disso Burrows e C-Note saem em busca de libertar nosso detento favorito, mais uma vez.

A temporada por ter apenas 9 episódios, se desenvolve mais rápido, sendo sombra do que já foi, diverte mais pela reunião dos personagens que a gente se apegou anos atrás, do que pelo roteiro em si. Não é decepção, pelo contrário é um passatempo divertido.

Conclusão



Prison Break é uma série de mais de 10 anos atrás e hoje em dia não deve nada a maioria das produções atuais, claro sem contar com as grandes produções. Eu indico assistir a série toda, caso não queira ou não consiga, dê pelo menos uma chance a primeira temporada que vai valer seu tempo.


E que venha a 6ª temporada, porque esses personagens envelhecem, mas nunca ficam velhos.

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