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Better Call Saul: Muito mais do que um spin-off


Um professor descobre que tem câncer e para não deixar sua família desamparada quando partir, resolve cozinhar metanfetamina para depois vender e fazer dinheiro.

Você conhece a série que conta essa história, não? Breaking Bad foi um sucesso de crítica e público, encantou a todos nós com sua história mirabolante, mas ao mesmo tempo crível. De fotografias e com câmeras de ângulos surreais.

Bem, não vamos falar de Breaking Bad. Não hoje. Quem sabe, no futuro.

Então, nesse texto iremos abordar a série Better Call Saul, spin-off da famosa Breaking Bad, que segue a história de Saul Goodman, antes dos acontecimentos envolvendo ele,  Mr. White e cia.



Better Call Saul aborda o “spiralling down” de Saul Goodman, mostrando como ele fica cada vez mais escroto e se consolida como o personagem que conhecemos e amamos. Dá para fazer um paralelo entre essa evolução dele e a de Walter White, em Breaking Bad.

Vou fazer um pequeno resumo da série, que também conta com Vince Gilligan (criador, diretor, roteirista, produtor das duas séries) no comando criativo. O que já dá para esperar coisa boa, não é?

Saul Goodman (Bob Odenkirk), antes dos eventos de Breaking Bad e de ser advogado de Walter White e Jesse Pinkman, era conhecido como James ‘Jimmy’ McGill, conforme seus pais lhe deram esse nome ao nascer.



Vamos chamar Saul de James, porque na série é assim que ele é conhecido.

Ele é irmão de Chuck McGill (Michael McKean) um advogado sócio majoritário de uma firma de advocacia muito bem-conceituada e tem nele a figura a ser seguida.

Enquanto James trabalhava na firma do irmão como o “homem das correspondências”, fez uma faculdade à distância e se tornou um advogado também. Queria trabalhar junto de Chuck, porém este não queria por conta do passado de Jimmy, com envolvimento em esquemas e falcatruas.

A série começa se baseando no relacionamento dos irmãos e de outros 2 sócios da firma, Kim Wexler e Howard Hamlin (sócio majoritário). Em como Jimmy quer se mostrar o bom advogado que Chuck não aceita/acredita, mas que está lá para ajuda-lo com sua doença.



Aos poucos, Better Call Saul vai adicionando elementos da “série mãe”, como um simples easter egg, e até personagens como os excepcionais Mike Ehrmantraut (Jonathan Banks) e Tuco Salamanca (Raymond Cruz).

Mike toma parte do protagonismo em certos momentos. O Jonathan Banks volta a dar vida a um dos personagens que ganharam a afeição dos fãs de Breaking Bad e aqui não deixa a desejar.

Muito bom ver a inserção dessas figuras, bate uma saudade de BB com Mr. White e Jesse. Ai que você deve pensar que os produtores estão colocando esses personagens só para alavancar audiência, mas também é aí que está o erro. Não há um único personagem que não adicione nada na trama. Tudo está interligado e, com o desenrolar, as coisas vão se ligando à “série mãe” de maneira homogênea.


Seguindo o mesmo modelo de Breaking Bad, com um baita roteiro, porém agora com mais pitadas de humor, já que o personagem principal tem uma veia cômica forte. Também temos uma linda fotografia e direção que, apesar do revesamento de diretores, mantém um nível de consistência muito bom.

Se você já assistiu Breaking Bad e gostou, tem o dever de ir conferir Better Call Saul, que já tem três temporadas, todas disponíveis na Netflix e com uma quarta temporada já garantida.


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