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Crítica: Em Ritmo de Fuga (sem spoiler)

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Altamente aclamado pela crítica internacional, Baby Driver estreia dia 27 de Julho e já conquistou inúmeros fãs. Na sexta-feira passada, nós comparecemos à cabine do novo filme do diretor britânico, Edgar Wright. Para saber mais, me acompanhe!

Baby Driver — porque eu me recuso a chamar pelo terrível título brasileiro: Em Ritmo de Fuga —, já começa em alta potência! Ao som de Bellbottoms, do The Jon Spencer Blues Explosion, B-A-B-Y Baby, faz sua entrada maestral, nos tirando o fôlego. Ele canta usando uma garrafa de água como microfone, interpreta as falas da música, liga o limpador de parabrisas, batuca no volante, enfim, ele dá show! Eu olhava para as pessoas ao meu redor, e elas estavam chegando para frente, quase caindo do banco, alucinadas com esse início! E o encantamento manteve esse ritmo durante o primeiro e terceiro ato, já o segundo teve uma desacelerada que deixou a desejar um pouco.

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Baby (Ansel Elgort) sofreu um acidente de carro na infância, perdendo seus pais e ganhando como sequela um zumbido no ouvido, que só é abafado pela música. Aí está o motivo de seu constante uso dos fones de ouvido em alto volume. 

Por algum erro do passado, nosso bebê atua como piloto de fuga para o poderoso Doc (Kevin Spacey), até que possa quitar sua dívida com ele. Na sua equipe principal, podemos ver também Bats (Jamie Fox), Buddy (Jon Hamm) e sua esposa — gatíssima — Darling (Eiza Gonzáles), completando um trio bem louco e um tanto sociopata. No começo ninguém dá muito crédito ao nosso menino estranho, mas em ação, Baby mostra que as aparências enganam e que atrás do volante ele é um verdadeiro capeta, como Doc mesmo disse. 

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Com um elenco desses já é de esperar um bom filme, mas a protagonista mesmo é a música! A trilha sonora é algo importantíssimo para o cinema. É ela que guia nossas emoções, às vezes nos deixando mais temerosos, outras mais alegres, às vezes mais animados outras bem emocionados. E aqui, ela tem o papel principal! Na verdade, sem ela esse filme não teria tanta graça assim. Em Baby Driver, a trilha sonora não apenas dita as emoções, como faz parte da narrativa. Já que Baby passa a maior parte do tempo escutando músicas, em vez de falando, as batidas são quem falam pelo personagem e também traduzem suas emoções. Na verdade eu me reconheci muito nele. A maneira de sentir a música e como ele as usa em determinados momentos é incrível. Há uma faixa para cada situação, dividindo-as por cada iPod específico — que, a propósito, tem vários. Pra vocês terem uma ideia, há uma cena em que ele coloca uma música de ação, porém os companheiros demoram a sair do carro, então ele manda esperar, volta a música e na parte chave ele os deixa sair do carro. Cara, é algo tão magnífico! Baby realmente sabe como sentir, dançar e cantar as músicas! As coisas acontecem no ritmo das notas e as letras têm uma importante função narrativa. 

No quesito interpretação, quanto ao Ansel eu só tenho elogios! Ele não merece apenas palmas, mas sim Tocantins inteiro — desculpe a piada de tio, mas eu não resisti. O cara foi ótimo mesmo! Se você não o conhece, os filmes mais famosos que ele atuou foram três adaptações: A Culpa é das Estrelas, Divergente/Insurgente e Carrie - A Estranha. Mas o filme que marcará sua carreira com certeza será Baby Driver! Esse papel caiu como uma luva nas mãos de Ansel

Se envolvendo cada vez mais nesse mundo de crime, a fuga que Baby mais deseja é exatamente dessa vida de perigos, e ao conhecer Debora (Lily James), uma linda garçonete de sua lanchonete preferida, esse desejo só aumenta. O problema é que quanto mais ele busca a liberdade, mais difícil se torna a realização desse desejo.

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O envolvimento de Baby com Debora é bem fofinho apesar de ser um tanto clichê, entretanto se pensarmos bem, a história não é original, a diferença está em como ela foi executada. O roteiro tem alguns furos e, como disse lá em cima, o segundo ato deu uma parada no filme. 

No mais, Baby Driver é um filme alucinante e um dos melhores filmes do ano! Vai te deixar sem fôlego e, como eu senti o impacto, sei que vocês sentirão também! Como disse Bats, o personagem de Jamie Fox, "isso é digno de Oscar"! Ah, é claro que já saí da sessão baixando a playlist no spotify e não consigo parar de cantar: B-A-B-Y Baby… 




Agradecemos à Sony e Primeiro Plano pela cabine de imprensa.

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