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Crítica: Transformers - O Último Cavaleiro (sem spoilers)



Eu já deixei escancarado que sou fã de Transformers, não só da franquia, o amor vem de infância quando passava os desenhos na TV. Acompanhei os lançamentos de todos os filmes e finalmente tive a oportunidade de conferir ‘Transformers: O Último Cavaleiro’ em grande estilo! Para quem não sabe, eu estive na coletiva de imprensa com a presença do diretor Michael Bay e da atriz Isabela Moner e vocês poderão conferir tudo num vlog especial que sairá na terça-feira (18). Já aproveita e se inscreve no nosso canal para acompanhar as nossas transmissões.

Mas então: o que esperar do novo filme da franquia dirigida por Michael Bay? Confesso que minhas expectativas estavam atravessando a camada de ozônio. Depois de todas as informações que saíram, que o filme abordaria o passado dos Transformers na Terra, eu pensei que este finalmente seria o filme que faltava. Me enganei um pouco, mas calma! Isso não significa que o filme seja ruim. Ele ainda está no mesmo nível que os anteriores, mas com uma carga dramática maior, muitas informações e muita, muuuuuuita ação.


A introdução do filme acontece na Idade Média com o Rei Arthur, Lancelote, juntamente com os cavaleiros da Távola Redonda e Merlin, onde aconteceu a primeira aliança entre humanos e máquina. O restante do filme soa bem familiar, naquele estilo Transformers que a gente já conhece: os Decepticons tentam de tudo para reconstruir o planeta Cybertron que está se colidindo e destruindo a Terra, enquanto os Autobots e alguns humanos tentam impedi-los.


Em meio a tudo isso, Cade (Mark Wahlberg) está sendo procurado pelo TRF (Transformers Reaction Force) que é liderado por Lennox (Joshua Duhamel). Também temos Izabella (Isabela Moner), uma adolescente de 14 anos que perdeu sua família no incidente de Chicago, mas está disposta a lutar pelos Autobots – nos trailers ela parece ter uma importância maior no filme, mas acaba ficando meio desnecessária, só ficando ali para dar esperança para Cade. Viviane (Laura Haddock), uma professora da Universidade de Oxford na Inglaterra que possui um currículo bem extenso, que tem uma conexão com a história dos Transformers e isso pode ajudar a salvar nosso planeta. E por fim e não menos importante, Sir Edmund (Anthony Hopkins), um historiador que conhece e guarda toda a história dos Transformers na Terra e é quem conhece a chave para salvar a humanidade.

Na última cena somos apresentados ao novo protagonista, assim como já temos um pequeno empurrãozinho para o que vai acontecer nos próximos filmes da franquia. O que eu particularmente achei que já fosse acontecer neste (leia mais aqui).

O ponto alto fica para os novos personagens, tanto Autobots quanto Decepctions que mesmo não tendo a importância que deveriam ter, nós já conseguimos nos identificar e apaixonar pelas características peculiar de cada um.


Infelizmente foram 2 horas e 29 minutos de filme mal distribuídos. Os momentos em que são explicados parte da história dos Transformers passam rápido demais e a batalha final parece durar eternidades. Sem contar em algumas cenas bem desnecessárias que se fossem cortadas não fariam diferença no resultado final. Outro ponto chato é o excesso de piadas. Uma vez ou outra a gente até gosta, mas desde os primeiros minutos do filme já temos uma piada atrás da outra, isso ficou bem enjoativo.

Resumindo bem: o filme teve uma produção espetacular, mas faltou sentimento. Não tem uma história profunda, é apenas explicativo. Só mais motivos para colocar os robôs gigantes para causar mais uma destruição em massa.


O quinto filme da franquia acaba ficando como “o mais do mesmo” em questão de enredo, mas sem dúvidas, saiu na liderança no quesito produção. Quase todo o filme foi rodado em 3D IMAX e não foi convertido – o primeiro filme na história do cinema a fazer isso - então se vocês tiverem a chance de conferir em uma sala IMAX, não perca essa oportunidade! Uma das coisas que nunca decepciona na franquia é a fotografia e os efeitos visuais e em ‘Transformers: O Último Cavaleiro’ isso está de tirar o fôlego. Sem dúvidas foi uma das melhores experiências que eu tive em uma sala IMAX. O filme estreia dia 20 de julho, não perca!


Fica aqui o nosso agradecimento a Paramount Pictures e a Palavra Online pela cabine e coletiva. 


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