Swift

Uma escolha chamada 'Life Is Strange'


A cada mês, os assinante da PlayStation Plus — serviço que garante a conexão online com os demais jogadores de PlayStation — ganham alguns games de bônus. No mês passado, um dos títulos disponibilizados foi “Life Is Strange” e é sobre ele que eu vou falar, aqui no post de hoje.

Eu tenho mania de apenas adicionar os games à biblioteca pra ver depois, porque falta tempo pra jogar tanto como eu gostaria, mas com Life Is Strange foi diferente, meu amiguinho do trabalho começou a jogar e me convenceu a também fazê-lo. Ainda bem. Obrigado, Marcos!
O game é divido em 5 capítulos, porém cada um deles pode terminar de maneira diferente, de acordo com as escolhas do player.

Em todos os momentos da vida nós estamos fazendo escolhas. Nós podemos escolher ativar a função soneca do despertador e chegarmos atrasados no trabalho, podemos escolher estudar mais de um dia para uma prova e garantir uma boa nota. Algumas dessas escolhas são tão simples que muitas vezes nem percebemos suas consequências. Esse é o core de Life Is Strange: as consequências de nossas escolhas.
A diferença é que aqui no jogo, nós vemos as vertentes das nossas decisões. Que rumo as coisas tomariam, caso nós tivéssemos feito outras escolhas.


“Escolher é algo perigoso. Quando escolhemos, temos que abrir mão de todas as outras possibilidades.” — J.K. Rowling


Max, nossa protagonista, possui um poder: voltar no tempo! E em alguns momentos intensos, os players poderão decidir se seguirão com aquela escolha ou se voltarão um trecho do tempo para seguir um outro caminho um pouco diferente, porém sem saber exatamente como aquilo influenciará em uma maior fatia do tempo.
Dedicar um pouco mais de atenção a alguém pode evitar uma morte. Escolher, pensando um pouco mais em si mesmo e no próprio futuro, pode fazer sua vida ser bem diferente quando for mais velho. Decidir com quem se envolver hoje também tem uma grande influência sobre o que pode acontecer amanhã.


O game possui um alto tom de suspense e mistério, com direito a pessoas desaparecidas, suspeitas de assassinato e até mesmo corrupção, tudo isso cheio de adolescentes naquele ritmo colegial que nós estamos acostumados nos filmes e seriados. E a cada momento tudo sendo resolvido com base nas escolhas do player. Inclusive, os jogadores ficarão de coração partido, diante de algumas escolhas cruéis.

Não espere um game de ação. Life Is Strange requer paciência! Não adianta querer escolher tudo de qualquer maneira para terminar logo. O jogador será desafiado a deixar a ansiedade de lado, para que possa refletir e escolher tudo com muito cuidado, afinal, as escolhas influenciarão até mesmo no passado da história!
Algumas coisas são um tanto desnecessárias, como a caça às garrafas, que me fez perder um bom tempo de vida. As brincadeiras de vidência também gastam um tempo desnecessário, mas não há como evitar.


Life Is Strange pode parecer bobo em um certo momento, mas com certeza fará o jogador pensar sobre as escolhas diárias da vida. Sobre o que poderia ter acontecido se tivesse escolhido outro caminho em alguma vertente. O jogo também trará uma grande onda de bad, diante de certas consequências, mas vale muito a pena ser jogado.
Cada capítulo leva uma média de 2h15 para ser concluído, o que finaliza toda a trama em um pouco mais de 10h de jogo.

Personagens bem marcantes, com personalidades muito próximas à realidade, com certeza farão os gamers se identificarem em certos momentos. A trilha sonora também é daquelas que não dá para evitar de se apaixonar, inclusive eu tive que adicionar na minha playlist do Spotify no mesmo dia em que comecei a jogar.
Sobre os gráficos, não são bons, mas realmente não precisam ser. Não é esse o objetivo do jogo. A dedicação maior está em cima do algoritmo da árvore de decisões.

Para fechar, eu quero deixar uma frase, de um autor desconhecido, que tem tudo a ver com Life Is Strange:

“Muitas vezes gostaríamos de voltar o tempo, seja para mudar algumas coisas ou até mesmo para reviver outras. Mas a verdade é que se pudéssemos voltar ao passado, tenho a certeza de que jamais seguiríamos em frente.”

LEIA TAMBÉM