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Crítica: Os Guardiões (sem spoilers)



Nesta quinta-feira (31/08) chega aos cinemas Os Guardiões (título original: Zashchitniki), um filme russo de super-heróis. Estávamos bem ansiosos para conferir a produção e a convite da Paris Filmes, nós assistimos e entre trancos e barrancos, de alguma forma ele conseguiu nos surpreender!


Com uma hora e meia de duração, a história conta que durante a Guerra Fria, uma organização secreta chamada "Patriota", com o objetivo de defender o país de ameaças, recrutaram quatro indivíduos dispostos a passar por um experimento genético que modificaria o DNA e ganhariam habilidades especiais. Anos se passaram, a Rússia se vê ameaçada por August Kuratov, um dos cientistas que foi responsável pelo experimento e que por um acidente acabou adquirindo algumas habilidades. Para combater August, essa organização inicia a busca por: Arsus, Khan, Ler e Kseniya, dando início a missão "Guardiões".

O filme tem duas introduções que são maravilhosas e estão acompanhadas por uma trilha musical eletrizante (ouça no final do post). Temos efeitos visuais bons, mas não são os melhores que você vai ver na vida. Em algumas partes está perfeito - como na transformação do urso - mas em outras ficou uma coisa meio Once Upon a Time - principalmente nos planos gerais. Apesar das lutas serem bem coreografadas, quase não temos o combate direto entre vilão e herói, deixando a batalha final e o desfecho fraquíssimos.


Se não fosse por questões de orçamento tenho certeza que teríamos duas horas de filme bem aproveitados, assim não precisaríamos falar que o roteiro é apressado e preguiçoso ao mesmo tempo. Isso acabou criando um ritmo não tão harmônico quanto estamos acostumados. Tem momentos que quando você acha que ação vai pegar embalo, mas ela é cortada para contar história de alguém e fica um tempo longo para dramatizar esses fatos.

Como em toda produção, temos atuações muito boas - aplausos de pé para a atriz Alina Lanina que interpreta a Kseniya, e para o ursão do Arsus, interpretado por Anton Pampushnyy - e atuações péssimas como a da Mayor Elena, interpretada pela atriz Valeriya Shkirando, que no início você acha que vai ser uma personagem badass, mas depois passa o resto do filme com a mesma expressão.


O que acontece aqui é que por mais que você vá com a mente aberta, curioso por ser um filme russo desse gênero, infelizmente é impossível não ver e fazer comparações com os filmes de super-heróis hollywoodianos. O que temos de diferente são personagens que representam diversos povos que compõem a União Soviética e a locação – que se passa em Moscou. Todo o resto podemos dizer que está bem “americanizado”, até mesmo nas cenas que nos mostram o quanto a Rússia é bem equipada em questão de armamentos - que jogue a primeira pedra quem não lembrou no Michael Bay nessas partes. Isso pode ser ruim, porque fomos esperando algo mais Russo, que explorasse mais a cultura deles ou pode ser bom, porque temos as mais variadas referências de filmes americanos de sucesso e que nós adoramos. Eu prefiro não dizer quais produções americanas nós encontramos como referência. Vou deixar para vocês assistirem e comentar aqui depois.


Resumindo: o filme não é ruim, só não tem nada de novo. A história é bem pipoca. Mas o que impressiona é que por ser o primeiro filme russo do gênero, ele foi muito bem feito. Então damos muitos pontos positivos pelo "atrevimento", que em meio de tantos filmes de super-heróis americanos com orçamentos milionários entrando cada vez mais no mercado, a Rússia arriscou e mostrou que também tem capacidade de fazer algo tão bom quanto.

Ah, antes que eu me esqueça: vai ter continuação! Pelo menos é o que o final do filme indica. E para abraçar ainda mais o clichê americano: tem cena entre créditos.


Abaixo vocês podem conferir o videoclipe da música principal da trilha, deixamos a versão original em Russo, que está bem melhor que a versão em inglês - que você pode ver clicando aqui.

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