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Crítica: Planeta dos Macacos: A Guerra (sem spoilers)



Na quinta-feira (03) estreou o terceiro filme do reboot de Planeta dos Macacos, a história continua com a jornada de César (Andy Serkis) em parar a guerra entre macacos e um exército de soldados bem treinados, ambos lutando pela sobrevivência e por um futuro de suas próprias raças. Enquanto isso, César tenta controlar seus instintos mais violentos que são resultado dos acontecimentos dos filmes passados e outros que acontecem neste.


A história é impactante com momentos que são quase impossíveis não dar aquele nó na garganta. Alguns momentos se desenvolvem lentamente, uns para permitir que tenhamos uma ligação com os macacos e outros para vermos um lado bom do ser humano – esses sendo mostrado pela garotinha que o sábio orangotango Maurice acaba “adotando” – um dos meus personagens preferidos na franquia, agora seguido pelo Bad Ape, um macaco de zoológico, um pouco tímido, um pouco louco, que rende algumas risadas ao espectador.


O vilão da história é um coronel (Woody Harrelson) sangue frio e idealista, capaz de fazer qualquer coisa para defender o futuro da raça humana. Ele não chega a ser tão bom quanto o Koba (interpretado por Toby Kebbell no segundo filme), mas a atuação é boa, daqueles personagens que você fica com ódio, mas ao mesmo te coloca para pensar: se você estivesse no lugar dele, sabendo que os humanos estão entrando em extinção aos poucos e estão sendo substituído por outra espécie que há poucos anos eram considerados primitivos, você não faria o mesmo?


E como não falar do CGI que está de tirar o folego, te levando a um nível alto de realidade, com perfeição total nas expressões dos macacos. Andy Serkis faz uma performance incrível como César, o desenvolvimento do personagem durante toda a trilogia foi algo surpreendente. Começando e terminando como um macaco inteligente que se tornou um grande líder, forte e protetor.

As cenas de ação são bem intensas, mas um detalhe importante: guerra mesmo não teve. Olhando para o título do filme e para os trailers, confesso que eu esperava um combate muito grande entre humanos e macacos, só que ao invés disso teve apenas duas grandes batalhas em momentos alternados. A guerra foi mais para o lado emocional, tanto de César quanto de vários outros personagens.


De todos os filmes já lançados este ano, sem dúvidas Planeta dos Macacos: A Guerra é o filme que mais te leva a se conectar emocionalmente com um personagem, aplausos de pé para a direção de Matt Reaves.




Apes. Together. Strong.

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