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Crítica: Uma Família Feliz (sem spoiler)


Estreia hoje, dia 17 de agosto, a animação Uma Família Feliz. A produção alemã é uma adaptação do livro de mesmo nome, do autor David Safier, onde somos apresentados aos Wishbones, uma família onde cada um dos seus membros está passando por uma específica dificuldade. A matriarca, Emma, se vê endividada diante da falência de seu negócio. Já seu marido Frank, é um homem que não se mostra presente dentro do convívio familiar em razão de suas longas jornadas de trabalho. A filha mais velha, Fay, é uma adolescente rebelde que tem dificuldades de autoaceitação. E, por fim, o caçula, Max sofre bullying diariamente em sua escola.

Diante desse quadro, é possível entender a infelicidade da família e o distanciamento entre os membros. Contudo, procurando melhorar o clima, Emma resolve levar todos a uma festa fantasia, o que acaba virando um enorme problema, já que uma bruxa resolve lançar um feitiço sobre estes, transformando-os em monstros. Assim, a família precisa correr contra o tempo para descobrir como desfazer o feitiço e encontrar o caminho para a felicidade.


A premissa do filme é interessante. Contudo, o roteiro da produção não ajuda, desde os momentos iniciais vemos como este é simplista e seus personagens rasos. Cada um deles um típico estereótipo pouco aprofundado: a mãe chata, a adolescente enfezada, o pai banana e o caçula metido a gênio. Não há uma complexidade, tirando toda a relevância moral da história. As atitudes dos personagens são confusas e a própria trama traz soluções fracas para as dificuldades impostas.

O fato de a produção ser uma animação não pode justificar tal falha, até porquê nos últimos anos, filmes do mesmo gênero já apresentaram alto nível neste sentido (superando mesmo às vezes a complexidade emocional de filmes ditos adultos). No fim, só nos resta um longa sem carisma.

Apesar de possuir uma construção narrativa confusa, devo confessar que a estética do filme é bela. Com uma paleta de cores gigantesca, os cenários são coloridos e agradáveis aos olhos. Outro ponto positivo é a dublagem, que é bem feita. Na história, Emma, é dublada pela atriz Juliana Paes, e confesso que esta se saiu bem na função, e eu só consegui identificá-la nos créditos finais da produção.


Por fim, Uma Família Feliz é aquele filme com uma trama bem simples, mas sem a magia necessária para fazer o espectador embarcar na aventura. Apesar de possuir qualidade visual, a história não consegue transmitir a mensagem desejada por conta de um roteiro confuso e raso.



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