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Crítica: Doentes de Amor (sem spoilers)


Doentes de Amor estreia amanhã, dia 19 de outubro, nos cinemas. Baseada na história de amor de Kumail Nanjjiani (Silicon Valley) e de sua esposa, Emily V. Gordon, ficamos diante de uma comédia romântica doce e reflexiva. Onde vemos a procura do protagonista por sua individualidade, diante de diversas complicações externas que ocorrem ao seu redor.

Escrito pelo casal e dirigido por Michael Showalter, esse romance autobiográfico nos apresenta Kumail (interpretado pelo próprio), um comediante de stand up, que está lutando por sua chance de estrelato. Em meio sua tumultuada carreira, acaba conhecendo Emily (Zoe Kazan), e o que era para ser apenas uma noite, acaba se transformando em algo muito maior.


Num primeiro momento você pode confundir Doentes de Amor com um típico filme do gênero, e confesso que ele possui alguns clichês. Contudo é a partir do segundo ato, que vemos a grandiosidade do roteiro. A partir do momento em que Emily é diagnosticada com uma doença misteriosa, sendo posta em coma, Kumail é atraído para este furacão, onde tem que enfrentar seus próprios obstáculos.

É importante mencionar como nosso protagonista se divide em dois EU diferentes: o primeiro é o comediante, que divide apartamento com um amigo, dorme num colchão de ar e que tem uns affairs de vez em quando. O outro é o filho caçula de uma tradicional família paquistanesa, que convive com a pressão e um eminente casamento arranjado.


Com medo de enfrentar as questões referentes a suas escolhas, Kumail acaba criando duas personalidades diferentes para conseguir conviver em ambos os mundos. Contudo, diante do estado de Emily e com a chegada dos pais da protagonista - Ray Romano e Holly Hunter, que estão ótimos por sinal - tudo começa a desmoronar. Nesse momento, que embarcamos na jornada de autoconhecimento do protagonista. Deixando de viver duas vidas opostas, Kumail começa a revelar quem é realmente.


Mais do que apresentar as diferenças culturais, religiosas que existem entre os personagens. Acho que a grande mensagem do filme é mostrar que mesmo sendo criado diante de certas crenças e costumes, nem sempre iremos nos identificar com o que é passado. Que devemos buscar aquilo o que realmente acreditamos e externar nossas verdadeiras faces e ideais.

Por fim, Doentes de Amor é um filme simples. que possui boas doses de drama e comédia. No entanto, seu grande trunfo é possuir uma história extremamente identificável e personagens carismáticos. Com uma sensação bem intimista, embarcamos nessa jornada com Kumail, em que além de encontrar o amor, acaba finalmente encontrando a si próprio.




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