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Crítica: Tempestade - Planeta Em Fúria (sem spoilers)


Não é a primeira e duvido que esteja perto de ser a última vez em que veremos o mundo ser destruído nas telonas. Muitas produções foram e ainda serão feitas sobre essa temática e por mais que muitas vezes possam parecer exageradas, elas também podem se fazer necessárias para conscientizar a humanidade de suas ações e resultados.

Nesta semana, estivemos na cabine de imprensa de “Tempestade: Planeta Em Fúria”, que também veio para destruir o mundo mais uma vez. 

Em um futuro não muito distante, os povos da Terra se reuniram para desenvolver um método artificial que controlasse o clima e os fenômenos da geologia terrestre, afim de ajustar alguns problemas causados pelo descontrole da natureza, mas que foi desencadeado pela própria humanidade.


Como sempre, veremos que a ambição, a política e o poder continuarão assolando as pessoas diante de suas propostas egoístas e corrompidas, de estar acima de tudo e todos. Aqui temos o vilão da história.

Uma trama voltada mais para tecnologia e mistério do que para ficção-científica e suspense, “Tempestade: Planeta Em Fúria” apostou no ritmo de ação constante para não decepcionar o público. Isso funcionou, porque o filme não fica chato e nem cansativo.

Eu confesso que pensei que tudo ficaria nas mãos de Gerard Butler, na missão de carregar o sucesso da produção, mas me enganei. Jim Sturgess chega vestindo a camisa e o resultado é positivo. Ele e Butler conseguem interpretar um relacionamento de irmãos um tanto crível, deixando os dramalhões e os exageros de lado.

Ainda no quesito atuação, fui surpreendido por Abbie Cornish e Adepero Oduye! Elas ganharam meu coração — literalmente. As meninas trouxeram uma química boa para terminar de fechar os relacionamentos entre os personagens e os sets.



Recheado de cenas intensas, quebradas por doses de humor e outras de suspense, diluídas em um pouquinho de drama, a construção da produção não sai de linha. No entanto, seu ritmo acaba pecando um pouco ao não explicar algumas coisas um tanto necessárias, deixando-as para que o expectador conclua. Eu realmente acredito que o funcionamento e a interferência dos satélites, no clima, mereciam uma explicação mais profunda e plausível.

A presença de efeitos especiais um tanto exagerados foi o que deu um toque maior de ficção na trama. As cenas no espaço mereciam um pouco mais de trabalho e de tensão. Para uma gravidade zero, havia velocidade demais em alguns momentos, além disso, eu juro ter ouvido sons de colisão em cenas de espaço sideral aberto. Ainda não tenho certeza se foi apenas a trilha sonora ou falha com as leis da física mesmo.

Tecnologia, futuro, astronautas, ficção-científica e apocalipse. O filme conseguiu juntar tudo e apresentar um bom resultado. Porém esse é um desafio que não é fácil, uma vez que não há muito para onde divergir de tudo o que já vimos ou imaginamos desses cenários, o que resultou em mais do mesmo.

Geostorm foi convincente em atrair a atenção do expectador e passar sua mensagem, mas não há como fugir de ser um filme para uma sessão pipoca em casa, no sofá.

Um filme sobre a destruição do planeta, mas sobre a união dos povos. O lado ruim da humanidade foi apresentado, mas também aquilo de sempre, de que ainda existem pessoas dispostas a acreditar na esperança.

“Um só povo. Um só planeta. Enquanto estivermos juntos, iremos sobreviver.”



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