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Crítica: Thor - Ragnarok (sem spoilers)


Quando falamos em Thor bate até uma pontada de desgosto só de lembrar dos dois primeiros filmes solos do Deus do Trovão, mas para deixar vocês ainda mais curiosos, já começo avisando que ‘Thor: Ragnarok’ é aquele filme que você não vai enjoar nunca de assistir por zilhões de vezes. 

Na história, Thor (Chris Hemsworth) ficou preso no planeta Sakaar e precisa correr contra o tempo e voltar para Asgard para evitar o Ragnarok (é a escatologia nórdica que corresponde ao fim do mundo) que agora está sob o comando da Deusa da Morte, Hela (Cate Blanchett).

O filme pegou a essência de Guardiões da Galáxia, todo colorido e com muitos momentos engraçados sem perder a seriedade da história. Vi muita gente reclamando que tinha “piadas” em excesso, mas eu não me senti incomodada, foi tudo bem utilizado e boa parte desses diálogos carrega uma ótima interação entre os personagens. Essa pegada cômica já se tornou um detalhe recorrente nos filmes da Marvel e tenho certeza que veremos isso com frequência nessa terceira fase da MCU. 


As cenas mais divertidas ficaram por conta da dupla Thor e Hulk em Sakaar, o planeta liderado pelo Grão-Mestre, interpretado por Jeff Goldblum, mais um dos grandes destaques do filme. Sakaar tem um trabalho maravilhoso de direção de arte e fotografia. Tanto que nós, espectadores, já captamos os detalhes e a "personalidade" desse planeta logo nas primeiras cenas.

A trilha sonora é totalmente diferente dos outros filmes solo do Thor. Notamos que ela possui um peso maior, não são só composições orquestradas, mas também singles de bandas, como Led Zeppelin. A trilha tem uma pegada 80’s, mas não é nostálgica como em Guardiões da Galáxia.

E falamos dos momentos divertidos, mas vocês também podem esperar por muitas cenas intensas e emocionantes. Mais do que cores ou o humor, o filme é muito bem pontuado e a história é bem desenvolvida. As sequências de lutas são bem exercidas com cenas claras e visíveis onde podemos acompanhar as coreografias e vibrar a cada golpe sem ficar aqueles borrões que incomodam (juro que não foi uma alfinetada).


Cate Blanchett está maravilhosa como Hela. A personagem foi transmitida para a tela de uma forma – que a gente costuma dizer – sexy sem ser vulgar. Com toda sua raiva, ela talvez seja um dos melhores vilões do universo, até agora. Mas, como é comum os vilões da Marvel serem mal explorados, faltou mais aprofundamento na personagem. Infelizmente a história mudou, nos quadrinhos Hela é uma das filhas de Loki, assim como Fenrir (que também aparece), mas no filme eles são apresentados de outra forma. *Quero soltar spoilers, mas não posso.*

Também não posso deixar de comentar sobre o meu personagem preferido nesse universo nórdico: Loki. Neste filme, o mais conhecido como Deus da Trapaça colocou em prática suas artimanhas, mais do que já vimos anteriormente, só que dessa vez bem do jeito que ele realmente é. A presença dele na história e a interpretação do Tom Hiddleston está incrível!


Seguindo o costume, o filme tem duas cenas pós-créditos. A primeira, para quem assistiu o trailer de Guerra Infinita que vazou vai conseguir conectar os acontecimentos. A segunda cena é bem dispensável.

A estreia acontece aqui no Brasil nesta quinta-feira (26/10) e vocês já podem se preparar para MUITAS surpresas ao longo da história, muitos cameos e inúmeras referências. Sem dúvidas ‘Thor: Ragnarok’ já entrou para lista dos melhores filmes da Marvel lançados até agora!



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