Swift

Crítica: Uma Razão Para Recomeçar


Ontem (19), estreou ‘Uma Razão Para Recomeçar’, uma mistura de drama com romance dirigido por Drew Waters. O filme recheado de clichês traz a história de Ben (Jonathan Patrick Moore) e Ava (Erin Bethea). Acompanhamos a relação dos dois desde a infância até suas vidas de casados e os altos e baixos pelo qual eles passam.

*** a crítica pode conter alguns leves spoilers ***

A relação dos atores principais funciona muito bem na tela, mas a trama nos dá aquela sensação de que “o casal é perfeito demais para ser verdade”. O único grande problema na vida dos dois é a luta contra a doença de Ava, que aparece de surpresa e desestrutura a vida que eles já tinham planejado. O interessante é a forma como ela lida com as más notícias, com o tratamento e com a morte. Ava é sempre forte e tenta passar isso para Ben.


Ainda os conflitos enfrentados pelo casal, temos o trabalho do Ben, que o sufoca e toma muito tempo de sua vida, mas isso só até a metade do filme, depois ele nem se quer toca em assunto de trabalho. Fora isso temos apenas reclamações de toalha molhada em cima da cama. Isso deixa a história rasa.

Nos quesitos técnicos, o filme é bem dirigido, mas tem alguns erros na edição, com cortes muito grosseiros que até podem não passar despercebidos. A fotografia é bem natural, nada em exagero e sem muita correção de imagem. Tudo isso para colocar a história mais próxima da nossa realidade. Mas infelizmente, como já existem vários outros filmes do mesmo gênero e com a mesma abordagem, este acaba sendo muito previsível – até nos diálogos. No combo incluímos aquela velha lição de moral: não importa o quão complicado sejam as dificuldades, você deve continuar firme e forte, porque no final sempre haverá algo que recompense tudo o que você passou.


Para quem gosta de filmes desse gênero é uma boa pedida, mesmo que pareça que você já assistiu isso outras vezes. Se eu fosse não fosse tão coração de gelo é certeza que teria rolado algumas lágrimas, mas como eu disse anteriormente, é mais do mesmo, sem nenhum aspecto novo - a não ser pelo fato de que não é uma história que saiu de um livro do John Green ou Nicholas Sparks, como preferir.


LEIA TAMBÉM