Swift

Crítica: Jogos Mortais – Jigsaw (sem spoiler)


Ontem tive a oportunidade de comparecer a cabine e pré-estreia de Jogos Mortais: Jigsaw (isso mesmo, assisti duas vezes no mesmo dia). Eu já disse várias vezes que sou muito fã da franquia e que acompanho desde o começo, por isso fiquei feliz e aliviada por não ter sido uma continuação ruim. Vocês não ficarão decepcionados!

Depois de 7 anos do lançamento do último filme, resolver desenterrar a franquia era algo arriscado. Vi muita gente falando que era desnecessário, basicamente porque os últimos filmes não foram tão legais. Muitas das continuações que voltam depois de anos (tipo O Exterminador do Futuro - Gênesis) causaram grande desgostos, fazendo com que o espectador criasse receios dos velhos/novos lançamentos. O que posso dizer (sem spoilers) para quem também é fã, é que eles mantiveram o espírito de Jogos Mortais: não abusaram nos acontecimentos – simplesmente mantiveram a história e todos os aspectos dela – lembrando muito mais as primeiras produções, e também mantiveram aquela “brincadeira” com a linha temporal que faz com que tudo fique ainda mais interessante. Sem contar que é tão bom ver o Tobin Bell novamente assumindo o papel de Jigsaw, um dos personagens mais complexos e interessantes dos filmes do mesmo gênero. E por falar em gênero, neste filme eles reforçaram de uma forma escancarada que não estão se tratando de um filme de terror. Durante muitos anos a franquia foi vendida desta forma e acho que a partir de agora está claro que é um filme do gênero de suspense policial. Amém!


A história se passa 10 anos depois dos acontecimentos do último filme. Novamente a polícia começa a lidar uma onda de assassinatos e todas as pistas estão sendo levadas para John Kramer a.k.a Jig Saw, que já morreu há anos. Quem poderia estar por trás de tudo desta vez?

O roteiro não tem nada de inovador, como eu disse, ele segue o mesmo caminho dos outros filmes, mas o que dá a graça e a emoção é você ver tudo acontecendo de novo, só que agora temos novos motivos e um novo elenco (lembrando que o Hoffman matou todo mundo no último filme). Os jogos se reiniciam, não posso contar quem está no comando, mas posso dizer que esse é o grande plot twist da história – como aconteceu nos filmes 4 e 7. 

Um dos maiores motivos para admirar a franquia é em relação ao custo da produção, no último filme ‘Jogos Mortais: O Capítulo Final’ (que foi em 3D) o orçamento foi de $20.000.000 (vinte milhões de dólares), o maior orçamento que a franquia já teve. Desta vez voltaram às origens de todas as formas e gastaram $10.000.000 (dez milhões de dólares), o mesmo que os filmes 3 e 4. E isso não prejudicou o filme em momento algum! Pelo contrário, quando assistimos percebemos que a qualidade da produção está muito superior às anteriores, o que consequentemente poderia ter sido mais caro, mas eles sabem muito bem o que estão fazendo.


E como já exaltei demais, como fã e sempre sincera nas minhas críticas, preciso apontar minhas decepções. Uma delas é que desta vez as armadilhas não foram tão torturantes e agoniantes quando nos outros filmes. É aceitável, porque temos uma diferença muito grande de quando o jogo está sendo feito pelo Jigsaw ou pelo Hoffman. Mas senti falta daquela jogada de ter armadilhas que são feitas com os motivos que remetem ao que a pessoa fez. Também não temos mais aquela fotografia verde - que foi bem marcante nos primeiros filmes. Eu adorava, pois deixava tudo mais desesperador. E o último ponto que vai ser difícil explicar sem dar spoilers, mas eles esqueceram (ou adiaram) de tapar alguns buracos que ficaram do último filme, mas sem dúvidas sabemos que teremos mais continuações e espero muito que tragam esses indícios dos acontecimentos passados.

Então é isso, tripulação, o filme chega dia 30 de novembro nos cinemas e vai sem medo porque vocês não se arrependerão!


Aproveito para deixar meu agradecimento à Paris Filmes pelo convite e pelos brindes maravilhosos. Amei demais <3


LEIA TAMBÉM