Swift

Uma viagem à Terra Média: Trilogia O Senhor dos Anéis


Acho que todo cinéfilo tem aquele filme que precisa rever/reassistir todos os anos, é praticamente um ritual a ser seguido.

Pois bem, eu tenho duas trilogias que sempre revisito: Matrix e O Senhor dos Anéis. Detalhe que nessa segunda eu sempre vejo a versão estendida, e será sobre ela que irei falar hoje. Os filmes das irmãs Wachowski ficarão para outra ocasião.

Os filmes do Senhor dos Anéis são adaptações de livros de mesmo nome (1955-1956) do grande J. R. R. Tolkien, escritor, professor e filólogo britânico. Desde então foi reimpresso várias vezes e foi traduzido para mais de 40 línguas, tendo vendido mais de 160 milhões de cópias, tornando-se um dos trabalhos mais populares da literatura do século XX.


Tolkien era contemporâneo do escritor C. S. Lewis, e embora não gostasse da maioria de seus livros, em especial As Crônicas de Nárnia, que entendia ser alegórico e infantil demais, jamais deixou de admirá-lo.

Lewis fazia apologia cristã em seus livros, que você pode ver claramente nas Crônicas de Nárnia, onde muitas analogias fazem ligação ao cristianismo. Já Tolkien não tinha essa necessidade de reafirmar sua aura cristã em suas obras, o autor gostava de histórias que misturavam fantasia fazendo paralelo ao momento histórico que estava vivendo na época. Enquanto isso, as obras de C. S. Lewis ficavam restritas a “denominação proposital do autor”, ou seja, as margens de interpretações feitas pelos leitores (aplicabilidade) se reduziriam muito.

Apaixonado por línguas, Tolkien chegou a aprender, além do inglês, cerca de dezesseis outros idiomas (à exceção dos criados por ele mesmo) que eram os seguintes: grego antigo, latim, gótico, islandês antigo, sueco, norueguês, dinamarquês, anglo-saxão, médio inglês, alemão, neerlandês, francês, espanhol, italiano, galês e finlandês.

As Línguas Élficas de Tolkien

Criou um mundo mágico cheio de criaturas e raças diversas, além de idiomas, o que lhe concedeu a figura de "pai da moderna literatura fantástica", além de ser amplamente considerado como um dos maiores e, sem dúvida, o mais bem sucedido autor da literatura fantástica de todos os tempos. Vários autores e cineastas se basearam em suas obras, como George Lucas em Star Wars.

Acompanhando as obras de Tolkien enquanto crescia, Peter Jackson sempre teve uma vontade enorme de adaptar os livros para o cinema, começando em 1995 quando considerou realizar um projeto voltado para a obra. O diretor questionou o porquê de nenhum outro cineasta ter se interessado em produzir algo relativo à Terra-média. Hollywood dizia que era infilmável e por isso durou 4 anos entre encontros e desencontros, até que concordaram em realizar 3 filmes e em 11 de outubro de 1999 começaram as filmagens.


O diretor, nascido na Nova Zelândia, levou Hollywood para seu país e se utilizou das belezas naturais para filmar toda a trilogia por lá. Onde a Hobbiton (vilarejo dos Hobbits) ainda permanece intacta e serve como local de visitação de milhares de fãs da obra de Tolkien todos os anos. Um dia também irei.

O roteiro da trilogia foi lapidado pelo próprio Peter Jackson juntamente com sua esposa Fran Walsh e a roteirista Philippa Boyens. Aos quais nós temos que agradecer todo santo dia.

A trilogia custou 281 milhões de dólares e arrecadou no mundo inteiro o valor exorbitante de 2,916 bilhões de dólares. No Oscar foram nomeados a 30 categorias e venceram 17, sendo o terceiro filme (O Retorno do Rei) o campeão com 11 nomeações e levou o prêmio em todas as 11 categorias.


Peter Jackson é conhecido por filmar muito, e os filmes em que ele dirige sempre precisam de cortes e mesmo depois destes, em média, os filmes de LotR (Lord of The Rings – O Senhor dos Anéis) tem 3 horas de duração!

Completando essa mania do Peter de filmar desenfreadamente e juntando o amor pelas obras de Tolkien, o diretor quis manter-se fiel ao que estava nos livros, adaptando poucas coisas, já que as obras foram escritas quase 50 anos antes dos filmes saírem nos cinemas.

Então é aí que entra a figura da ‘versão estendida’, em que sobe para 4 horas, em média, a duração de cada um dos três filmes. O que serve para os fãs, como este que vos escreve, se deliciarem. São pequenos aumentos de cenas ou extra nunca vistos. Adoro esse tipo de coisa. Por mim poderia ter sido 5/6 horas de filme.


Uma das cenas que só existem na versão estendida do filme é a da morte do Saruman. Embora essa cena seja bem diferente do livro — tanto na versão cinematográfica quanto na estendida — certamente temos aqui uma sequência memorável para os fãs, que fez falta na versão original, onde a derrota do personagem e sua morte são apenas subentendidas.

O que para mim, e talvez outros milhões de fãs das obras literárias e cinematográficas de ‘LotR’ , não sei se pela forma da escrita do Tolkien, mas digo que os filmes são sensacionais, superando fácil os livros.


É nessa trilogia que a captura por movimentos é usada com tamanha maestria. O ator Andy Serkis ficou famoso atuando como o Gollum e depois como Kong (King Kong) e Cesar (Planeta dos Macacos). Você vê a evolução da técnica durante os filmes e em O Retorno do Rei está tão boa que hoje em dia não “envelheceu”.


Hoje em dia, praticamente ninguém compra dvd ou blu-ray de filmes, mas o box dessa trilogia em blu-ray é uma pedida certa para os amantes da obra. Além dos três filmes, temos inúmeros extras mostrando bastidores e entrevistas. Eu ainda busco a minha, mas é difícil de encontrar, infelizmente.

Como estava falando para um amigo, esse ano ainda estou devendo, mas daqui para o dia 31/12 eu irei maratonar novamente e ser feliz mais uma vez.


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