Swift

Crítica: O Rei do Show (sem spoilers)


Quando eu soube que haveria um filme sobre a história de P.T. Barnum, não consegui conter meu interesse sobre a produção. Ao descobrir que o protagonista seria Hugh Jackman, o tiro foi certeiro no alvo da curiosidade e já estava esperando a data de estreia, até que a convite da Fox Films, pude conferir o longa. Sendo assim, convido todos a acompanhar está análise — e podem ficar tranquilos, pois não contém spoilers.

Não tenho receio em confessar que fiquei com medo e julguei que o Wolverine provavelmente não se sairia bem em um filme de drama, interpretando um homem normal, longe da fúria selvagem do personagem mais aclamado de Hugh Jackman. No entanto, mordi minha língua e este comprovou mais uma vez que é um excelente ator e faz o que precisa ser feito em O Rei do Show.



Outros atores bastante conhecidos como Zack Efron e Zendaya também formam o elenco da produção. Contudo, embora tenha um papel maior que os demais, Efron não consegue se destacar no filme. Já Zendaya e os outros tantos atores ficam sem espaço e não há nenhum brilho especial além do nome.

Na verdade, o próprio Hugh não tem muito espaço diante da grandiosidade dos números musicais. As emoções transmitidas nas músicas foram feitas de forma correta pelos atores, só acho que deveria ter sido dado um tempo maior para o desenvolvimento dos personagens. Não que ser um musical tenha sido um erro. Acredito, até mesmo, que foi inteligente diante da história apresentada, além de ser um diferencial, uma vez que é baseado na realidade e muitos conhecem o roteiro de vida do protagonista.

Uma adaptação da vida de P.T. Barnum que foi muito bem retratada em alguns momentos, mas também muito adaptada em outros. Eu, mesmo conhecendo a história do mestre das artes fraudulentas, tive dificuldade em aceitar os protestos demonstrados no filme. Pouco se falou sobre as fraudes do protagonista — apenas um breve momento —, enquanto as retaliações perduraram massivamente até ao ápice da produção.

Outro fator, é que alguns efeitos me incomodaram bastante. Contudo, não ficou claro se a ideia era demonstrar as fraudes ou se foi o resultado de um possível baixo orçamento para o filme.



Uma história que fala sobre ambição, sobre decisões, sobre erros, acertos e suas consequências, sobre perdão, sobre humanidade, sobre a vida e essas mensagens ficaram muito bem encaixadas ao longo da trama, o que acredito que tenha sido o principal objetivo do filme. É muito difícil que ninguém se identifique pelo menos com um dos muitos momentos de vida apresentados em O Rei do Show.

Quanto às músicas, é praticamente impossível não querer levantar e dançar junto com os personagens, principalmente nas cenas em que todos eles estão cantando e dançando nos espetáculos. Todas muito envolventes e com letras tocantes — que eu espero que não estejam dubladas nas versões não legendadas da adaptação.

Um bom elenco, uma narrativa baseada em uma história real, uma mensagem para cada telespectador, um apelo pela humanidade. Com limitações aceitáveis para um musical que não pode ser comparado a uma grande produção, O Rei do Show não extrapola, mas cumpre seu objetivo e merece aplausos.

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