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Crítica: Perfeita é a Mãe 2 (sem spoiler)


Dia 7 de dezembro estreou nos cinemas Perfeita é a Mãe 2, continuação do filme de 2016 estrelado por Mila Kunis, Kristen Bell e Kathryn Hahn. Na sequência, voltamos a vida dessas três mães cansadas e simplesmente de saco cheio de toda a tradição natalina. Isso mesmo chega de presentes, banquetes e decoração de natal, jogando tudo para o alto o trio vai celebrar essa data de maneira bem diferente.

Dirigido por Jon Lucas e Scott Moore, a produção não tem objetivo nenhum de ser levada a sério e deixa isso bem claro nos primeiros minutos de exibição. Aqui o principal objetivo é divertir o espectador colocando nossas protagonistas em situações totalmente loucas e constrangedoras, tendo as atrizes se entregado totalmente aos seus personagens. Contudo, apesar de provocar algumas risadas, o longa também traz alguns momentos de vergonha alheia (assista os créditos deste filme e você irá entender).


Se no primeiro filme vemos as personagens tentando se mostrar perfeitas e imbatíveis, aqui o roteiro foca no relacionamento das protagonistas com suas perspectivas mães e nada mais justo do que trazer as matriarcas para a telona. Interpretadas por Christine Baranski, Cheryl Hines e Susan Sarandon, um dos pontos positivos da produção é que está sabe dar espaço para aos personagens e seus conflitos, porém o grande problema está no desenvolvimento deste que é superficial e se resolve com um grande plano onde todos finalmente encontram a felicidade.

Como disse anteriormente, o filme não se leva a sério e tudo bem, o problema é quando este também não se importa com seus personagens - que por sinal são carismáticos -  e acabam diminuindo o envolvimento do público e, consequentemente, prejudicando sua história. Por mais piadas sem graças, situações constrangedoras e muita bebida, Perfeita é a Mãe 2 não consegue trazer o envolvimento do primeiro filme da franquia.

É claro pelo final o desejo de uma possível continuação ou talvez até um spin-off, porém para que isso aconteça, além de ir bem na bilheteria, a produção pode pegar um pouco mais leve na bebida e se focar no desenvolvimento de suas irreverentes personagens. 





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