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Crítica: Viva - A Vida É Uma Festa! (sem spoilers)


Já sabemos que a Pixar é PhD em fazer com que o público se emocione com suas histórias. Em sua nova produção, Viva - A Vida é Uma Festa!, com estreia programada para 04 de janeiro nos cinemas, o estúdio novamente aposta em temas complexos, tudo isso acompanhado de boas músicas, lindos gráficos e muita cor.

Dirigido por Lee Unkrich (Toy Story 3, O Bom Dinossauro) e com roteiro de Adrian Molina somos transportados para o México e sua tradicional comemoração ao Dia de Los Muertos. Durante a preparação da festividade, somos apresentados a Miguel (Anthony Gonzalez), um garoto apaixonado por música e que tem o sonho de se tornar o próximo Ernesto de la Cruz (Benjamin Bratt), ídolo mexicano que já partiu deste mundo.

Contudo seus familiares tem uma ideia totalmente oposta para seu futuro. Tendo a música sido banida há gerações pela sua família, Miguel desesperado para provar seu talento acaba se aventurando pelo Mundo dos Mortos. Acompanhado de uma caveira bem atrapalhada chamada Hector (Gael García Bernal), somos convidados a embarcar em uma jornada sobrenatural recheada de ensinamentos. 


A animação traz a cultura mexicana de forma natural e longe dos estereótipos. Estamos diante de uma data que celebra aqueles que já foram. Diferentemente do Dia dos Finados em que se preza pela sobriedade, o Dia de Los Muertos é conhecido pela sua animação. Está é a data em que os mortos têm permissão divina de visitar seus parentes e, com isso, as famílias enfeitam suas casas com flores, cozinham grandes banquetes e festejam a chegada destes com muita música.

O filme não tenta criar apenas uma história a partir de uma crença popular, mas englobar inúmeros aspecto da cultura mexicana a trama de forma orgânica, sem que pareça uma salada de ideias. Tudo isso envolto por cenários belíssimos e uma verdadeira explosão de cores.

No entanto, o maior acerto de Viva é o seu roteiro. Apesar deste deixar algumas reviravoltas na cara, o que pode tirar um pouco da surpresa do espectador, Molina consegue falar com muita leveza sobre assuntos de alta complexidade, sem deixá-los infantis. Ele não desdenha do espectador – mesmo que em sua maioria sejam crianças - e proporciona uma bela reflexão. Essa não é uma apenas uma história que fala sobre morte, mas sobre o respeito as tradições e a construção de seu próprio caminho. 


O mesmo pode se dizer da trilha sonora. Possuindo boas composições, a música é pontual na produção. Não estamos diante de um filme com longos números musicais, pelo contrário, este são utilizados nos momentos certos, aumentando ainda mais a experiência do espectador. Fazendo com que você se emocione e se envolva com a trama.

Trazendo uma bela história, Viva – A Vida é uma Festa! nos leva para os Mundo dos Mortos, mas não tenha medo, pois o objetivo aqui não é amedrontar ninguém. Colorido, divertido e extremamente sensível, o filme nos ensina que a morte não é o fim mas a continuação da nossa jornada. 




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