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Crítica: The End of The F***ing World - 1ª temporada


Charles S. Forsman teve uma ideia genial ao criar um quadrinho que tivesse personagens estranhos e com um humor sombrio. A Netflix então comprou a ideia e não perdeu tempo ao produzir a adaptação de The End of The F***ing World.

Acompanhando dois adolescentes extremamente fora do comum em uma jornada que envolve invasões à domicílio, roubos e tentativas de abuso sexual. Ao longo da narrativa vamos nos afeiçoando a estes, torcendo para que consigam sair ilesos de certas situações.


Alex Lawther vive James, um jovem de 17 anos que possui a convicção de ser um psicopata - fazendo com que nós também acreditemos na hipótese diante de certas atitudes. Sua companheira nesta história é Jessica Barden, Alyssa, uma adolescente com transtorno de personalidade borderline que deseja embarcar em uma aventura onde possa irritar todos aqueles que estão a sua volta. Duas personalidades em constante conflito que acabam enxergando algo um no outro: ela vendo ele como alguém que possa tira-lá da realidade, enquanto para ele uma primeira vítima de sua compulsão doentia.

Seguindo esse ar pitoresco e bizarro, o desenvolvimento de personagens na produção é feito de uma forma distante do espectador, garantindo que tenhamos mais uma sensação estranha sobre eles do que realmente empatia. Sabemos muito pouco sobre seu passado, apenas informações básicas mas que no decorrer dos episódios acabam se abrindo, criando algo mais real do que teatral.


Dessa forma, a transformação dos adolescentes é orgânica e surpreendente. James e Alyssa começam a temporada com um propósito e terminam em outro nível: um com o desejo psicopata e a outra que simplesmente gosta de irritar, acaba tomando um diferente rumo fazendo com que suas propostas de vida sejam totalmente alteradas. Passando por todos os tipos de situações, ambos amadurecem como pessoa, quebrando a expectativa não só do espectador mas a deles própria.

The End of The F***ing World é a primeira produção da Netflix de 2018, trazendo uma agradável surpresa ao público. Mesmo não sendo uma série 100%, por conta de alguns erros pontuais de roteiro e desenvolvimento da trama, ela pode agradar aqueles fãs que gostam de um humor mais ácido. Agora fica a expectativa deixada no final da temporada para um segundo ano da série.


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