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Crítica: A Origem do Dragão (sem spoiler)


Bruce Lee sempre foi considerado um dos grandes nomes da indústria cinematográfica, possuindo uma aura misteriosa, o ator e mestre em artes marciais – que faleceu aos 32 anos de idade - possui momentos lendários dentro e fora das telas. Tendo um destes, sido a fantástica luta entre este e o mestre de Kung Fu, Wong Jack Man.

Com poucos espectadores, sem registros e envolto em um enorme misticismo, este é o fato em que o filme A Origem do Dragão conta em tela, ou pelo menos tenta, diante de uma narrativa um tanto bagunçada.

Dirigido por George Nolfi, o filme que é vendido como uma história biográfica, toma diferentes proporções e acabamos no meio de uma trama típica dos filmes de kung fu, onde o foco é tudo menos o próprio Bruce Lee (Philip Ng), até então protagonista desta história.


Usando o fato como ponte de ligação entre  arcos rasos e com seu protagonismo centrado em um dos seus ex-alunos, Steve McKee (Bill Magnussem), a história simplesmente tem um sério problema em definir seu foco. Não estamos diante de um filme sobre Bruce Lee, mas sim de uma produção que possui este como personagem.

Ambientado na década de 60, o longa faz um bom trabalho de ambientação e em expor o boom das artes marciais nos Estados Unidos. Nesse período, conhecemos um Bruce Lee ainda jovem e arrogante, longe da figura cinematográfica que um dia seria. Uma abordagem interessante e que provoca curiosidade, se não fosse pela atuação caricata de Philip Ng, que até lembra fisicamente o ator mas que infelizmente não conseguiu captar seu espírito. O mesmo não se pode dizer, de Xia Yu, intérprete de Wong Jack Man, que consegue transmitir toda a postura de Man na projeção.


Contudo, uma coisa que não pode se ignorar são as cenas de luta: bem coreografas e com um bom jogo de câmera, parece que estamos de volta a era de ouro dos filmes de kung fu. O que traz o familiar sentimento de nostalgia, principalmente na luta final.

A Origem do Dragão é um filme inspirado em um grande acontecimento e, a partir desse, cria inúmeras narrativas. No entanto, acaba perdendo o seu principal objetivo: homenagear aquele que fez parte do momento.



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