Swift

Crítica - Sobrenatural: A Última Chave


2018 será um ano interessante para o terror já que teremos algumas continuações de franquias bem conhecidas, sendo a primeira delas Sobrenatural. Dirigido, anteriormente, por James Wan - que já se consagrou como um grande nome do cinema de horror da atualidade - o quarto filme, Sobrenatural: A Última Chave, estreia hoje nos cinemas.

Mesmo sem Wan esse universo continuou a ser expandido e acompanhando a mesma família assombrada. Contudo, neste novo capítulo, o produtor Jason Blum não perdeu tempo e resolveu trazer de volta uma personagem bem querida do público, Dra. Elise, vivida por Lin Shaye. O que já é algo positivo, tendo em vista que está é a melhor personagem deste aterrorizante mundo.

Dessa forma a trama é iniciada, sendo o espectador enviado ao passado, onde vemos a personagem ainda criança sofrendo maus-tratos da mãe por conta de seu dom, algo que era agravado por viver ao lado de uma prisão que executava presos na cadeira elétrica.

Envolta em um verdadeiro pesadelo, vemos o trauma de Elise e como ela se transformou na figura mais adorável que alguém já viu. No entanto, está acaba tendo que retornar a sua antiga casa e ajudar o novo inquilino, que está sendo assombrado por uma entidade do passado da parapsicóloga.


Apesar de ter uma boa introdução, o  filme acaba se perdendo no segundo ato ao oferecer uma reviravolta nada surpreendente e sem sal. Ficando a cargo de Lin prender a atenção do espectador, o que é feito com maestria. A atriz é puro carisma e consegue aprofundar ainda mais a sua personagem, fazendo com que cada vez mais a empatia cresça sobre Elise e sua história.

Mesmo que Leigh Whannel - que escreveu a trilogia e dirigiu Sobrenatural: A Origem - tenha gastado suas ideias de plot twist em outros filmes, A Última Chave acaba sendo inferior as duas primeiras produções da franquia. Já o diretor Adam Robitel acaba tentando seguir os passos de Wan, mas sem sucesso já que só sabe apenas criar jumpscares sem sentido e que nem sempre funcionam.

Sobrenatural: A Última Chave, pode ser considerado um filme "meio termo", tendo pontos que conseguem ser muito bons e muito ruins ao mesmo tempo. Para os que gostam de tomar alguns sustos é uma boa pedida, porém será esquecido rapidamente.


LEIA TAMBÉM