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Resenha: Corte de Espinhos e Rosas


Admito que muitos livros me ganham pela capa. Às vezes posso até não conhecer a história — e por isso muitas vezes acabo caindo em armadilhas, mas quem nunca?—, mas se a capa é bonita, como Corte de Espinhos e Rosas, eu já quero! Desde que me deparei com essa capa linda, eu já me apaixonei, comecei a namorá-lo com a intenção de um dia tê-lo em minha casa, até que na visita à Record entre os livros recebidos, lá estava o meu amado, e eu não aguentava de curiosidade para conhecer logo a sua história! Aliás, já temos resenhas de todos os livros recebidos, confira: O ódio que você semeia, Um tom mais escuro de magia e Todas as garotas desaparecidas.

Corte de Espinhos e Rosas vai contar a história de Feyre, uma jovem de 19 anos que é a filha caçula de um falido mercador, que além de perder sua fortuna, foi surrado à ponto de ter uma deficiência na perna. Suas irmãs nunca perdoaram o pai por tê-las deixado naquele estado de pobreza e muito menos fizeram algo para mudar a situação. No leito de morte de sua mãe, Feyre promete cuidar de sua família, e por isso assume a responsabilidade de trazer o sustento para sua casa. Em uma de suas caçadas, ela se depara com um lobo enorme e por suspeitar se tratar de um feérico, ela atira uma flecha de freixo matando o animal. Feliz por conseguir sustento para mais de duas semanas, ela ainda negocia a pele do animal conseguindo dinheiro para sua família. 

E a história se desenrola, quando uma fera feérica invade seu casebre exigindo que o assassino de seu amigo se entregue e como punição, ele dá a opção dela ser executada ou ir viver em Prythian, terra dos feéricos além da muralha. Feyre obviamente escolhe ir com ele, na intenção de conseguir alguma brecha no tratado e retornar para sua família.

Chegando em Prythian, Feyre se surpreende com a beleza do lugar e como as lendas acerca daquele povo se distanciaram da realidade. Aquela fera tenebrosa que a levou na verdade se mostra um lindo homem chamado Tamlin que a trata como hóspede e não prisioneira, como Feyre imaginou que seria. E a cada dia passado, eles vão se aproximando e ela vai conhecendo segredos e mistérios que envolvem esse novo mundo no qual ela vive.

“Porque sua alegria humana me fascina, o modo como vivencia as coisas em sua curta existência, tão selvagem e intensamente e tudo de uma vez, é… hipnotizante. Sou atraído por isso, mesmo quando sei que não deveria, mesmo quando tento não ser.”

Confesso que achei Feyre chata — pra não dizer insuportável!  No início foi difícil de aturá-la, mas mesmo assim a história era tão envolvente que eu não conseguia largar o livro. Que bom! Assim eu pude acompanhar seu amadurecimento e aos poucos ela foi deixando de ser chatinha. Pois à medida que eu fui entendendo a personagem, eu pude compreender as suas ações. Feyre não teve uma vida fácil, ela praticamente não conhecia o que era felicidade ou até afeição, então vivia na defensiva, desacreditando de qualquer ato de bondade. O que a tornou um tanto irritante quando chegou ao palácio de Tamlin. Além do mais, seu preconceito com os feéricos, fazia com que ela abominasse aquele povo que nem conhecia. Ela chegou ao palácio com o coração cheio de ódio e precisou conhecer o que era amor.

Muitos livros que me ganharam pela capa se mostraram uma grande cilada, mas com Corte de Espinhos e Rosas foi diferente. O livro me ganhou pela capa e a cada página lida eu me apaixonava cada vez mais. Sarah J. Maas criou um universo apaixonante, com personagens imensamente ricos. O livro vai muito além de romance, trazendo mistério, fantasia, reviravoltas e lições — principalmente acerca do preconceito. Esse é o primeiro livro de uma série de sete, sendo que aqui no Brasil, por enquanto, só temos três deles. Então fique ligado às transmissões, pois em breve voltarei com Corte de de Névoa e Fúria.


"Não se sinta mal nem um segundo por fazer o que a faz feliz."



Título: Corte de Espinhos e Rosas
Autor: Sarah J. Maas
Editora: Record 
Páginas: 434

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