Swift

Voldemort: Todo vilão tem uma origem a ser contada (sem spoilers)


Vold....quer dizer, aquele que não deve ser nomeado, sempre provocou tensão. Uma figura importante no universo de Harry Potter, mas que infelizmente nunca foi abordado com a profundidade merecida, nas adaptações cinematográficas.

Com o desejo de criar algo que satisfizesse os fãs, nasceu Voldermort: A Origem do Herdeiro. Produção independente e italiana (sim, você leu certo) que de certa forma une referências à obra original, como também, introduz uma liberdade autoral à narrativa apresentada.

Diante disso, a pergunta que não quer calar é: Voldemort:  A Origem do Herdeiro é fantástico? Não. Mas então vale a pena assistir? Com certeza! Como mencionei nas minhas redes sociais, não estamos diante de um filme perfeito, os diálogos não são muito bons, há atuações caricatas e a dublagem em inglês incomoda, podendo ter sido utilizado o idioma original. No entanto, o que se busca aqui não é a perfeição mas realizar uma singela homenagem a um personagem.


Feito de fã para fã, Voldemort: A Origem do Herdeiro, tenta explora ao longo dos seus 52 minutos o maior vilão do mundo bruxo. Mostrando sua passagem por Hogwarts até o início de sua busca pelas Hocruxes, sendo Grisha McLaggen (Maddalena Orcali) — personagem original — a nossa guia nesta viajem ao passado. 

Filho de Mérope Gaunt, uma das descendentes diretas de Salazar Slytherin, e de Tom Riddle (sim o mesmo nome), um trouxa, o sangue mestiço sempre foi algo que provocou conflito em seu ser, agravando sua sede por reconhecimento e poder com o passar do tempo.

Possuindo um passado digno de uma tragédia grega, o fan film veio em uma boa hora. Apesar de não possuir a profundidade esperada por alguns fãs, a produção nos faz relembrar o porquê Voldemort é até hoje um dos melhores personagens já criados — mérito da nossa querida J.K. Rowling. Extremamente complexo, ele consegue despertar o desprezo e um singelo respeito. Sem querer tirar o peso de seus terríveis atos, Tom sempre foi um extraordinário bruxo e líder, porém como já disse Alvo Dumbledore “nossas escolhas é que definem quem somos”. Tendo este infelizmente ou felizmente — caso contrário não existiria esta bela saga — seguido para o lado das trevas.


Envolta em uma mistura de emoções, foi bom voltar a este universo, e apesar de Animais Fantásticos continuar a manter a chama de HP acesa nos cinemas, há uma leve doçura ao voltar a reviver fatos tão conhecidos pelos fãs.

Sendo assim, muito difícil dar nota para a produção, principalmente quando realizadas com tanto amor e dedicação como são as fan films. Não estou de forma alguma subjugando as produções hollywoodianas, mas convenhamos que são análises completamente diferentes, cada uma possuindo um peso e uma medida.


Diferentemente dos outros textos que escrevo aqui no blog, hoje a Fernanda fã, potterhead, foi a responsável por este texto. Tentando trazer algo mais livre para a tripulação desta nave, o que posso concluir é que não estamos diante de um filme perfeito, mas que cumpre seu papel em aquecer o nosso coração de fã.

Lembrando que todos possuem um passado, inclusive os vilões, Voldemort: A Origem do Herdeiro prova que já havia passado da hora do Lord das Trevas ganhar um filme para chamar de seu!

LEIA TAMBÉM