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As mulheres na direção ao Oscar


A indústria do cinema sempre foi muito machista, dando um grande destaque para o lado masculino de Hollywood. Mas com o tempo as mulheres foram tomando seu lugar nos holofotes, mostrando que também tem um brilho especial - ou quem sabe até melhor.

O Oscar é uma das premiações mais antigas que existe - com 90 anos de idade - e nenhuma mulher era apresentada como uma concorrente como melhor diretora, mesmo já existindo várias na época. Mas o jogo virou e essas mulheres - mesmo que sejam apenas cinco por enquanto - lutaram e chegaram até esse posto concorrendo como Melhor Diretora. E aproveitando a indicação de Greta Gerwig, resolvemos destacar e falar um pouco sobre essas mulheres:


1-  Lina Wertmüller, por Pasqualino Sete Belezas (1975)

Se passaram quarenta e oito edições do Oscar até que finalmente uma mulher foi indicada na categoria, sendo ela Lina Wertmülle, a diretora italiana que garantiu seu lugar pelo filme "Pasqualino Sete Belezas", onde vemos a mistura de drama e humor para contar a história de um desertor italiano que é capturado por soldados alemães durante a Segunda Guerra. 

Ela concorreu junto de Alan J. Pakula, de Todos os Homens do Presidente; Ingmar Bergman, por Face a Face; Sidney Lumet, por Rede de Intrigas; e John G. Avildsen, por Rocky: Um Lutador - que faturou o prêmio daquela noite. 

O longa não concorreu como melhor filme, mas teve mais três indicações junto a dela por filme estrangeiro - representando a Itália -, Melhor Ator para Giancarlo Giannini e roteiro original para a própria Wertmüller.


 2- Jane Campion, por O Piano (1993)

Logo depois de Wertmüller foram 17 anos sem uma mulher nas indicações, e mesmo que ela tenha quebrado esse tabu foi uma espera até que longa para que veio em seguida. A diretora neozelandesa Jane Campion, que disputou em 1994 com O Piano, a história de uma mulher muda que nos anos 1850 é enviada à Nova Zelândia para um casamento arranjado. 

Infelizmente Campion não levou o prêmio, perdendo para Steven Spielberg, por A Lista de Schindler, concorrendo também contra James Ivory, por Vestígios do Dia; Jim Sheridan, por Em Nome do Pai; e Robert Altman, por Short Cuts – Cenas da Vida. Mas Campion pelo menos garantiu um prêmio, levando para casa o de roteiro original.

O Piano também faturou os prêmios de melhor atriz, com Holly Hunter, e atriz coadjuvante, com Anna Paquin, que na época tinha apenas 11 anos.


 3-  Sofia Coppola, por Encontros e Desencontros (2003)

Em 2004 a maravilhosa Sofia Coppola mostrou que está aos pés de seu pai, herdando os dons dele e de sua mãe, sendo a terceira mulher a concorrer ao Oscar na direção. Ela foi indicada por seu segundo longa-metragem, Encontros e Desencontros, estrelado por Bill Murray e Scarlett Johansson.

Sofia acabou não faturando o prêmio, perdendo para Peter Jackson, por O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei. Entre os concorrentes também estavam Clint Eastwood, por Sobre Meninos e Lobos; Fernando Meirelles, por Cidade de Deus; e Peter Weir, por Mestre dos Mares.

Mas a diretora não saiu de mãos abanando, levando para casa o prêmio por roteiro adaptado, sendo a terceira geração de sua família a ganhar um Oscar, depois de seu pai, o diretor Francis Ford Coppola, e de seu avô, o compositor Carmine Coppola.


 4- Kathryn Bigelow, por Guerra ao Terror (2008)

Mas foi então que em 2010 finalmente tivemos "A" grande reviravolta em que a diretora Kathryn Bigelow, por Guerra ao Terror levou a estatueta para casa por direção. Ela é a primeira e única - até o momento - a faturar o prêmio como Melhor Diretor na cerimônia do Oscar. Levando também como Melhor Filme, já que também era produtora do longa, tendo duas estatuetas em mãos.

Na categoria de direção, Bigelow concorreu junto de James Cameron, por Avatar; Lee Daniels, por Preciosa; Jason Reitman, por Amor Sem Escalas; e Quentin Tarantino, por Bastardos Inglórios.


 5-  Greta Gerwig, por Lady Bird: A Hora de Voar (2017)

A alegria após a vitória de Bigelow ao levar o Oscar para casa foi gigantesca, mas mostrou que tudo que é bom as vezes dura pouco e que a igualdade dos gêneros na indústria continuava ainda bem distante de existir. Levando mais oito anos para outra mulher chegar de novo nesta categoria. 

Dessa vez a mulher é Greta Gerwig, por Lady Bird: A Hora de Voar. A diretora concorre ao lado de Christopher Nolan, por Dunkirk; Jordan Peele, por Corra!; Paul Thomas Anderson, por Trama Fantasma e Guillermo del Toro, por A Forma da Água.

Gerwig até agora era conhecida por muitos como roteirista e atriz, tendo participação em Hannah Sobe as Escadas (2007), Frances Ha (2012) e Mistress America (2015). Por seu longa Lady Bird, Gerwig se torna a primeira mulher a concorrer por seu longa de estreia como diretora solo.

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