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Crítica: A Maldição da Casa Winchester (sem spoilers)


O terror é um gênero que grande parte - se não a maioria -  das pessoas gosta, possibilitando o público se transformar naquele personagem e assim viver aquela situação que muitas vezes pode nunca existir ou que parece absurda de acontecer na "vida real". Mas quando se trata de casos reais a história é outra, já que muitas vezes ele pode acabar não sendo tão bom por conta de uma péssima direção ou até mesmo adaptação para o cinema. No entanto,  A Maldição da Casa Winchester consegue fazer algo acima da média dentre as inúmeras produções lançadas recentemente.

Na trama, acompanhamos a famosa história de Sarah Winchester (Helen Mirren) herdeira da fortuna Winchester, que após a morte de seu marido, acaba cuidando de sua fábrica de armas e de toda fortuna da sua família. Em sua casa ainda vive sua sobrinha Marion Marriott (Sarah Snook) e seu filho Henry (Finn Scicluna-O´Prey).

Falando em questão de narrativa, vemos que os irmãos Spierig souberam construir a apresentação de seus personagens centrais, pontuando bem seus objetivos e trejeitos, deixando ainda um mistério por trás de cada um, não estragando nenhuma surpresa. Helen Mirren e Jason Clarke - que interpreta o médico contratado para medir a sanidade da dama Winchester - estão muito bem, dando uma simpatia aos seus personagens de uma forma que nos importamos com eles.


Mas sabemos que nem tudo são rosas nesse mundo de terror. O primeiro problema é o fato de que o longa poderia destrinchar ainda mais mais a rica história que tem em mãos, construindo um universo mais temeroso e dando enfoque nos mistérios que circulam este conto, aguçando dessa forma a curiosidade do espectador. Contudo, este em certos momentos se perder ao dar tanta importância na construção da casa. Parece que estamos diante de um programa dos Irmãos a Obra (de carpintaria e construção). 

O segundo fator é os efeitos usados - em um caso em especifico do filme - que faz parecer que estou assistindo o Magneto no filme dos X-Men. E, por fim, é como o menino Henry é importante para a história, mas acaba sendo deixado de lado repentinamente, quando poderia ser muito mais bem desenvolvido. 

A Maldição da Casa Winchester tem seus erros e acertos. Mesmo sabendo criar alguns momentos de susto e tensão, seu roteiro por inúmeras vezes se perde fazendo com que o espectador ache que não está diante de um filme de terror, mas de um programa de carpintaria do Discovery Home & Health.




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