Swift

Ouvimos: Justin Timberlake - Man of the Woods


Justin Timberlake é um dos artistas pop que mais está em evidência na última década, tanto que no último Super Bowl ele foi a atração do intervalo. E aproveitando o hype, foi lançado seu novo álbum chamado “Man of the Woods”, no dia 02 de fevereiro de 2018.

Vou começar falando que — para mim — o disco é uma decepção, já que ele vinha de dois superdiscos (FutureSex / LoveSounds e The 20/20 Experience) e o novo não conseguiu manter o nível alcançado com os anteriores.

Um dos principais motivos que não curti muito é que não ‘encontrei’ o hit, AQUELA música que você se pega cantando após ouvir uma única vez. Detalhe que já ouvi o CD várias vezes.

O “Man of the Woods” começa bem com uma pegada dançante que empolga com as “Filthy”, “Midnight Summer Jam” e “Sauce”, mas já muda um pouco o tom com a música que leva o nome do disco, que tem mais uma pegada Folk.

Com “Higher Higher” ele embarca num blues bem mais calmo do que o início do álbum dava a entender que seria a pegada. A próxima música “Wave” lembra muito os outros discos do JT, com batidas e uma pegada bem ativa da guitarra elétrica.


“Supplies” mostra a maturidade do Justin com relação à letra e à música, onde você percebe a influência do Timbaland bem nítida.

Depois vem uma sequência de músicas com parcerias, a primeira “Morning Light” traz Alicia Keys e é uma ótima música com aquele toque de folk/blues. A segunda “Say Something” traz o Chris Stapleton, grande artista country americano, que junto com o JT nos entregam uma música bastante Ben Harper, e ainda traz uma mensagem bem interessante:

“Às vezes, a melhor maneira de dizer algo
É não dizer absolutamente nada.”

Com “Flannel” o ritmo continua lento e você nota que o JT erra ao ter músicas “intermináveis” e sem os ganchos ou o dinamismo para justificar suas existências contínuas — as frases são recicladas, as quebras se sentem como intrusões de músicas completamente diferentes.

Em “Montana” e “Breeze Off the Pond” a pegada dançante volta, porém sem nenhum brilhantismo. Músicas rasas que você escuta e esquece no segundo seguinte.

“Livin’ Off the Land” conta a história de um homem trabalhador que vive nas montanhas e vive para pagar suas dívidas e com isso salvar seu relacionamento. Mal comparando é uma tentativa mal executada de fazer o que o Red Hot Chili Peppers fez com Road Trippin”.

“The Hard Stuff” parece uma balada country e em “Young Man” você escuta o filho de Timberlake participando no começo da música. A atriz Jessica Biel, que é esposa do cantor, participa de muitas músicas cantando ou falando, convergindo em um contentamento familiar. Como citei antes, o Timbaland, em conjunto com Neptunes e Danja continuam a produzir os discos do JT como vemos desde Justified.

Em vez de avançar com uma nova visão para a música pop, ele se baseia nos sons e gêneros que se tornaram alimentos de conforto americanos: country, soul, funk, disco, gospel... sem marcar sua identidade e seu diferencial.

LEIA TAMBÉM