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Crítica: Daphne (sem spoilers)


A vida adulta não é nada fácil. Passamos por muitas mudanças nesse período, seja quando estamos em um trabalho, relacionamento ou com problemas familiares. Tudo faz com que estejamos em constante mudança, mas esse não é o caso de Daphne.

Imagine você com 31 anos que usa o sexo apenas como uma válvula de escape. Daphne é essa mulher e que talvez muitos não gostariam de ser. Com os problemas envolvendo sua mãe e relacionamentos no geral, vemos uma personagem que pode representar muitas pessoas nos dias atuais. Aquelas que não querem nada sério, apenas sair por um momento daquela realidade e fugir dos problemas de outros modos, sem resolvê-los.

Após presenciar um assalto em uma loja de conveniência onde mora, Daphne sente que tudo em sua vida está errado. Os drinks começam a ser rotineiros e sua pouca vontade de interagir com os outros - se não ocorrer qualquer tipo de ato sexual - é ainda mais evidente para ela mesma. Mas é ai que o filme começa a mostrar seus verdadeiros erros em uma história que poderia ser sensacional.


Vemos a luta de Daphne para entender um pouco mais dos motivos pelo qual não sente nenhum tipo de compaixão em certas situações - como no caso ocorrido no assalto - e também pela doença de sua mãe. Sua passagem pelo psicólogo pode nos explicar isso rapidamente em cinco minutos, mas eles decidem estender isso por 1h33min desnecessariamente, tornando tudo mais longo, cansativo e até mesmo entediante.

Temos também takes que acabam sendo desnecessários, pois já entendemos que tipo de pessoa Daphne é. O diretor Peter Mackie Burns se preocupa muita em mostrar sempre a mesma coisa e esquece de desenvolver melhor não só sua protagonista, como também outros personagens que são muito interessantes e que gostaríamos de saber um pouco mais.

No final Daphne poderia ser um grande filme, mas acaba falhando miseravelmente por erros sem sentido de roteiro e desenvolvimento e que muitas vezes nem mesmo uma boa atuação pode salvar uma história péssima.

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