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Crítica: Jogador Nº1 (sem spoiler)


Quando li 'Jogador Nº 1' há alguns anos, o livro facilmente se tornou um dos favoritos e entrou para a lista de melhores livros lidos na minha vida! Eu já aclamei meu amor por ele — na resenha que postei aqui no blog — e hoje eu venho falar de sua adaptação para as telonas, que chegará nos cinemas na quinta-feira, dia 29.

É certo que eu pertenço ao grupo que prefere o livro ao invés do filme — e tenho a maioria das adaptações como base para essa justificativa —, então compareci à cabine de imprensa não esperando muita coisa, exceto toda a deturpação do que as páginas nos trazem sobre 'Jogador Nº 1'. Porém Spielberg me surpreendeu ao trazer uma adaptação nada menos do que arrebatadora!

O próprio trailer já mostra que há referências atuais no filme e muitos fãs torceram o nariz para isso. Porém eu acredito que esse tenha sido um dos pontos mais fortes. O livro é cheio — e tão somente cheio — de referências aos anos 80, e só fica por lá, bem no passado, o que seria extremamente frustrante para um público jovem de hoje, que talvez não seja tão geek. Então as referências sobre games, filmes, músicas e cultura pop atuais caíram muito bem na trama.

A ideia da história se manteve muito fiel e as mudanças na adaptação foram necessárias para entregar algo coerente, dentro do tempo de um filme, tudo feito com muita maestria pelas mãos de Steven Spielberg. Não há do reclamar quando às mudanças em relação ao livro.


Os atores não chamam tanta atenção, visto que a maior parte se passa no mundo virtual do OASIS, mas cumprem seus papéis e não deixam a desejar. E falando em mundo virtual, aqui temos outro ponto forte. A sessão da cabine de imprensa foi em 3D, em uma sala IMAX, o que tornou a experiência de imersão no mundo virtual de Jogador Nº 1 muito mais excelente. O 3D foi bem superior ao que estamos acostumados em outros filmes, principalmente por conta de toda a computação gráfica utilizada e explorada, e o som ficou perfeitamente distribuído nos efeitos e trilha sonora — que também está perfeita. Desde os sons de games antigos até às músicas das cenas de ação e batalha. Quem puder assistir em IMAX, não irá se arrepender.

Spielberg consegue trazer um filme que agrada a todos os tipos de público. Com referências atuais para quem não estiver ligado no conteúdo old school, com trama coerente e cheia de ação para agradar qualquer idade, com efeitos visuais e sonoros para encher os olhos de todo mundo e é claro — recheado de referências deliciosas aos anos 80, que vão aquecer demais os corações do público geek mais raiz — a cada captação, já que muitas não são entregues “de bandeja” — e que eu duvido que não despertarão palmas e os gritos de vibração!

No final das contas, tenho certezas que todo o público estará imerso nas emoções transmitidas e torcendo fervorosamente pela equipe de players na telona.

Um ambiente extremamente sci-fi e futurista, porém nada tão distante de nossa realidade atual, onde podemos facilmente conectar as analogias e perceber que esse cenário não está tão distante de nós. Uma imensa reflexão à vida real, que normalmente é afogada pela vida digital.


Um filme excelente, uma adaptação excelente, uma trama fantástica e uma missão cumprida. Que vale a pena cada centavo dos ingressos para as melhores sessões e que com certeza levará muita gente ao cinema mais de uma vez. Are you ready, player one?



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