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Crítica: Os Farofeiros (sem spoiler)


Virou senso comum no cinema nacional que para se obter uma boa bilheteria no cinema é necessário quase sempre que o lançamento seja uma comédia. A fórmula vem dando certo e ano após ano muitas produções do gênero são lançadas. Algumas passam batidas pela péssima qualidade outras se saem bem por acertar em cheio com um conteúdo que dialogue com o público. 

É esse o objetivo de Os Farofeiros dirigido pelo rei Midas do cinema nacional Roberto Santucci. Foi dele sucessos de público que deram tão certo que tiveram ou terão continuações. É o caso de De Pernas pro Ar e Até Que a Sorte Nos Separe

Em sua nova história, Roberto traz para as telas um grupo de amigos que saem para curtir as festas de fim de ano juntos. O lugar escolhido é aquele que os brasileiros e turistas mais se identificam: a praia. 



Acontece que um desses amigos, Lima (Maurício Manfrini) diz ter uma casa bacana para aluguel e seu amigo Alexandre (Antônio Fragoso) aceita alugar para viajar com a família no fim do ano. Só que Alexandre não vai sozinho com sua esposa e filhas, Lima vai junto e chamou outras pessoas do trabalho para ir ao local. Claro que a casa alugada não é o lugar dos sonhos e mais parece um lugar abandonado que uma casa e daí em diante desavenças vão ocorrendo entre as famílias e desenvolvendo a narrativa. 

Os Farofeiros é um longa que pega a receita de outras produções que já deram certo no cinema, mas que traz um elemento a mais que é uma situação brasileiríssima de viajar em grupo para a praia. Todo mundo tem uma história para contar de algo que deu errado na praia ou de uma viagem feita com outras pessoas que você não se dava e teve que conviver. 



Outro fato que pode ajudar a fazer do longa um sucesso de público são as piadas, que são de gosto duvidoso e bastante apelativo. Há também a força do grupo de viajantes composto por um elenco conhecido. Entre eles estão Paulinho Gogó (em um personagem horrível), Cacau Protásio, Danielle Winits e Aline Riscado (a famosa verão do comercial de cerveja). 

Todos os personagens em si são fracos, mal desenvolvidos, além de todos terem piadas manjadas e fraquíssimas. Saltam aos olhos os estereótipos que lembram os vistos em novelas. No filme podemos encontrar a megera rica, o marido bobão, o malandro, a barraqueira, a gostosa e ingênua e por aí vai. 

O roteiro não tem força para fazer algo original. Quando se acha que o filme está próximo do final eis que o diretor dá um jeito de enrolar e continuar a trama, fazendo dele um longa cansativo e chato. 





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