Swift

Crítica: Pedro Coelho (sem spoiler)


Com a proximidade da páscoa, não há data mais oportuna para a estreia de Pedro Coelho, live-action dirigido por Will Gluck (Annie) que conta com um elenco recheado de nomes conhecidos como Daisy Ridley, Margot Robbie e James Corden.

Inspirada na obra de Beatrix Potter, autora que tinha como hobby contar histórias criativas e desenhar animais de todo o tipo. Seus primeiros traços foram de Pedro Coelho e seus amigos, iniciando uma série de contos mundialmente famosos. 

Na trama, Pedro e seus irmãos vivem próximos a uma horta particular, cujo dono é um senhor bastante rabugento, tendo sido este o responsável pela morte do pai de Pedro - fato mencionado de forma rápida pelo roteiro -. Contudo, eis que um dia o velho bate as botas e seu parente mais próximo, Mr.McGregor, herda o lugar. Iniciando uma nova rixa entre o novo dono e Pedro e sua turma. 



Estamos diante de uma bela animação que surpreende pela qualidade do roteiro e pela boa direção de Will Gluck. A começar pelo humor bem introduzido dentro da narrativa. Todas as cenas engraçadas ocorrem por consequência de algo que ocorreu em certo momento. Há um trabalho na narrativa para que as piadas sejam bem inseridas e não apenas jogadas na trama de forma gratuita. 

Outro acerto é lição de moral que traz uma mensagem linda, a de que animais e seres humanos podem viver em perfeita harmonia sem que não tenham problemas entre si. Mr.McGregor e Pedro são desde o início inimigos declarados, mas devido a certos acontecimentos se unem e passam a ajudar um ao outro. Neste momento, que vemos como a motivação desses personagens são inteligentes e bem desenvolvidas.

Isso mostra que o público-alvo de Pedro Coelho não é apenas crianças ou adolescentes, mas os adultos também. O filme gera uma reflexão e algumas passagens são até que pesadas para uma criança assimilar.



Mr.McGregor é belamente interpretado por Domhnall Gleeson, porém o mesmo não se pode dizer de sua companheira de elenco Rose Byrne, no papel de Bea. A atriz não encarna tão bem sua personagem e não vai além do óbvio, sendo sua interpretação bastante sem sal e fraca. 

No entanto, o fator que o longo fica devendo é o desenvolvimento de seus personagens secundários. O galo, o sapo até mesmo o porco roubam a cena em alguns momentos, porém o filme não dá a profundidade esperada deixando um sabor de quero mais.

Os últimos filmes deste gênero lançados foram uma decepção, mas Pedro Coelho - apesar de possuir certos problemas - entrega uma trama divertida com personagens bem desenvolvidos que podem cativar o público, acarretando, quem sabe, em uma continuação.






LEIA TAMBÉM