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3% esta de volta. O que podemos esperar? (sem spoilers)


3% foi uma série que dividiu opiniões em seu primeiro ano (você pode conferir nossa crítica aqui). Mesmo com falhas, a série conseguiu ser renovada, mas a pergunta que não quer calar é: agora com o processo 104 finalizado, o que podemos esperar desta história?

Bem, o que posso definitivamente constatar logo nos primeiros minutos é o investimento injetado na produção. Melhorias foram realizadas, principalmente quando falamos na implementação do mundo criado e seus contrastes. É visível a identidade criada tanto para o Maralto como o Continente, tornando tudo mais crível para o espectador.

Pedro Aguilera, criador da série, cumpriu sua palavra no sentido de expansão do universo. Como disse anteriormente, o processo 104 foi finalizado, sendo o principal foco desta temporada as consequências das escolhas tomadas por seus protagonistas. Deixando as complexas provas de lado, o roteiro foca no desenvolvimento dos personagens e em explorar o background dos fundadores desta utopia.

Aliás, este foi um dos fatores mais positivos da série. A inserção dos fundadores e a explanação de seus ideais e metodologias na construção do Maralto enriqueceu a história e deu maior densidade a esta. Segredos foram revelados, dando margem a novos caminhos a serem traçados.


O quarteto de protagonistas
Por falar em caminhos, a intenção de criar núcleos que conversem com as singularidades e adversidades dos protagonistas é algo a pontuar. Mesmo não sendo completamente eficiente - principalmente no que diz a estrutura narrativa de Michele (Bianca Camparato) ou na criação de um interesse amoroso totalmente sem sal para Rafael (Rodolfo Valente) - entendo a proposta de fazer com que estes personagens co-existam dentro de um determinado objetivo, mas que ao mesmo tempo tenham suas jornadas pessoais a serem enaltecidas. É algo necessário, mas que poderia ter sido realizado de forma mais objetiva, sem a necessidade de tantas reviravoltas ou diálogos que em nada tem a oferecer a trama.

Fernando (Michel Gomes) continua sendo meu personagem favorito e nesta temporada o seu espaço para crescimento é gigantesco. Ele que traz os maiores questionamentos ao que estamos vendo em tela. Já Joana (Vaneza Oliveira) continua sendo aquela personagem forte que muitos amaram e continuarão apaixonados. Ela é muito badass e a atuação de Vaneza melhorou bastante em comparação a primeira temporada.


Laila Garin como Marcela
Agora quem rouba toda a atenção é Laila Garin, a intérprete de Marcela. Uma das novidades do elenco neste segundo ano, a dualidade da personagem e o seu crescimento ao longo dos episódios é muito bem construído. A atriz possui um carisma natural, mas sabe trazer nos momentos certos a faceta ameaçadora que sua personagem exige. No momento que esta entra em cena, é impossível não voltar o seu foco a ela, deixando todo o resto de lado. 

3% não é perfeita, mas soube refletir sobre seus erros. Trazendo nesta segunda temporada um mundo mais estruturado, com uma boa qualidade imersiva e novidades que inserem mais dinamismo a trama. 

Sim, ainda há espaço para melhoras e com as pontas soltas deixada em seu último episódio, é óbvio que a produção busca uma terceira temporada para - quem sabe - a conclusão desta história. O que podemos dizer é que a faísca de curiosidade é deixada no ar, agora cabe a você querer ou não participar deste processo. 




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