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Os games indies do BAFTA 2018


A indústria dos games nos apresentou muitos nomes na infância, seja na de nossos pais, irmãos, primos e por ai vai. Conhecemos o encanador mais amado da Nintendo, o ouriço mais fofo da Sega e um dos ícones da Playstation, o queridinho, Crash. Muitos jogos desses são conhecidos como populares hoje, mas e os indies? Afinal todos esses games já tiveram o prazer - e até mesmo alguns hoje - já tiveram esse titulo junto de seu nome.

O mercado valoriza muito nos dias de hoje os games que fogem do padrão convencional, seja por sua história, jogabilidade ou design. E o BAFTA Game Awards desse ano fugiu dos games famosos, premiando aqueles que muitos conhecem - ou talvez não. Venha conferir alguns dos games que brilharam em 2017 e que continuam ganhando espaço ainda em 2018:


What Remains of Edith Finch

Um dos primeiros que precisamos com toda certeza comentar é está obra de arte em forma de game chamado, 'What Remains of Edith Finch'. Nessa história acompanhamos Edith Jr., que nos leva em uma aventura por dentro da casa da família Finch e suas histórias, já que uma espécie de maldição assombra sua família, onde passamos por passagens secretas que dão entrada para quartos lacrados cheios de segredos.

Com um design cheio de detalhes, onde não precisamos de um computador i7 para aproveitar, temos uma experiência totalmente imersiva, onde parece que estamos lendo um livro ou até mesmo assistindo uma série, que nos leva para flashbacks enquanto Edith lê algo significativo daquele personagem; seja um poema, uma carta ou até mesmo uma história em quadrinhos - atualizando sempre seu diário com a árvore genealógica.

O game dura pelo menos 2h para ser completado, mas fará com os jogadores se preparem para um segundo round para pegar ainda mais referências e se atentar há novos detalhes que ficaram para trás. O game faturou o prêmio de melhor do ano, sendo uma grande surpresa para aquele que acreditavam que Hellblade: Senua's Sacrifice, fosse levar mais esse para casa.

Hellblade: Senua's Sacrifice

E falando em Hellblade: Senua's Sacrifice, aqui estamos com ele. O game que despertou uma grande curiosidade com seu lançamento, pois não sabiam se seria um indie, RPG ou até mesmo uma aventura/ação. Mas foi só iniciar sua história que já entendemos muito bem de que se tratava daquele indie com um enredo de outro mundo.

Durante o game acompanhamos, Senua, uma jovem atormentada por vozes que embarca numa aventura desvendando puzzles e derrotando inimigos no desconhecido. Com um design quase real, o game é todo feito a partir da captura de movimento, seja do movimento da boca à forma que Senua corre. O olhar penetrante da personagem nos coloca fundo em sua história, puxando nosso lado emocional e guerreiro, nos momentos certos do game obviamente. Todo momento somos guiados e também questionados pelas vozes, perturbando não só Senua, mas também quem está com a mão no controle - por isso é recomendado que seja jogado com fones, se possível headset, para dar uma experiência ainda mais imersiva.

O único problema do game talvez sejam os puzzles repetitivos, mas o que é um defeito pequeno diante do resto que é redondinho e perfeito. O game levou para casa o total de 5 prêmio, sendo eles de; Melhor Atuação, Jogo Além do Entretenimento, Melhor Jogo Britânico, Excelência Artística e Melhor Áudio.

Night In The Woods

Night in the Woods é o indie com a pegada diferentona. Mesmo com sua animação estilo infantil, sua história é totalmente adulta. A protagonista Mae Borowski, uma gata de 20 anos decide largar sua faculdade e retornar para a casa dos pais, na cidade de Possum Spring. Por lá passamos a conhecer seus amigos e colegas de infância: Gregg, o melhor amigo - que só poderia ser um cão - muito festeiro; Beatrice, a jacaré gótica suave que já foi sua melhor amiga; e Angus, o amigo urso namorado de Gregg.

Com sua animação diferentona e história envolvente, vivemos tudo aquilo que um adulto pode, ou não, querer passar em sua vida. Seja a possibilidade de sair tarde para beber ou as mudanças que a vida pode trazer na vida de cada um. Mae retorna depois de ficar um tempo distante e vê que as coisas não são mais as mesmas, já que seus amigos mudaram e amadureceram de forma diferente, seguindo outros caminhos que para eles seria mais fácil - como no caso de Gregg, que mesmo trabalhando no mercado, assalta mercadorias para conseguir um dinheiro extra para conseguir sair da cidade em breve. Também passamos pela fase de relacionamentos atuais e ex, sobre amadurecer sobre eles e como podemos escolher o rumo de nossa vida, já que o game algumas vezes nos dá a opção de escolher uma resposta apropriada para aquele dialogo.

Night in the Woods nos leva para uma experiência de passagem, onde saímos da adolescência e seguimos para a vida adulta, onde podem ocorrer grandes mudanças ou pequenas, dependendo de cada um obviamente. O game levou apenas um prêmio, de Melhor Narrativa, mas foi muito falado após seu lançamento, sendo sempre lembrado quando falamos de games indies.

Cuphead
E para finalizar aquele que não podia faltar, que foi um grandes assuntos de 2017, nosso caso de amor e ódio, Cuphead (aliás já dedicamos uma matéria para ele aqui no blog)

Com seu estilo de desenho dos anos 30, jogamos com Cuphead e seu irmão Mugman, que após perderem suas almas para o diabo em um cassino, são obrigados a enfrentar muitas fases e chefões para resgatar contratos, em busca de conseguir sua alma de volta. Mesmo que sua dinâmica seja muito simples, o game parece que foi criado para trazer diversão e raiva ao mesmo tempo, sendo talvez um combo não muita agradável - mas não tem jeito, ele faz isso de forma proposital.

O game nos dá a chance ainda de passar pelo chefão de forma fácil ou regular, facilitando um pouco nossa vida e deixando nossa pressão estabilizada - mas vamos concordar que todos nós fãs de games gostamos mesmo de um desafio, jogando sempre no regular. Seus controles funcionam de forma simples, lembrando um Mario Bros. e jogos da Nintendo. Sua trilha sonora é o que chama muita atenção, lembrando um estilo mais antigo e com sons tirados apenas do piano.

Cuphead levou para casa apenas um prêmio de Melhor Música, mas que era merecido ainda mais sem pensar duas vezes. E mesmo passando raiva em alguns momentos, é impossível não se render e passar boas horas na frente do game.


Agora o que resta saber é qual desses vocês irão jogar? Deixe nos comentários!

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