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4 Filmes que te farão amar o cinema nacional


Quando pensamos em cinema, o que vem há sua cabeça? Talvez um filme de herói, uma super produção de ação com muitas explosões em volta ou até mesmo um ambiente futurista. Mas o que muitos acabam deixando muito de lado é o nosso cinema de origem, o maravilhoso 'Cinema Nacional'.

Com uma longa história de filmes que existem em nosso catálogo, nosso cinema é um dos mais ricos do mundo e que pode ser chocante para alguns - e é algo que acho incrível - é o quão valorizado ele é lá fora e não dentro de seu lugar de origem. E acho que isso está na hora de mudar.

Vem conferir aqui embaixo 5 filmes, que com toda certeza, irão mudar sua cabeça sobre o cinema nacional e te fazer sentir orgulho do nosso País:

Bicho de Sete Cabeças (2001)

Bicho de Sete Cabeças é um filme de drama brasileiro de 2001 dirigido por Laís Bodanzky e roteiro de Luiz Bolognesi baseado no livro autobiográfico de Austregésilo Carrano Bueno, Canto dos Malditos

Acompanhamos a história de Neto (Rodrigo Santoro), um jovem que é internado em um hospital psiquiátrico após seu pai encontrar um cigarro de maconha em seu casaco. Lá, Neto é submetido a situações abusivas e acaba encarando um mundo totalmente do seu, saindo de sua área de conforto para algo totalmente assustador. O longa não só aborda as questões de abusos feitos pelos hospitais psiquiátricos, como também aborda a questão das drogas e a relação entre pai e filho e as consequências geradas na estrutura da família. 

O longa com Rodrigo Santoro foi muito aclamado no geral, sendo o filme mais premiado do Festival de Brasília e do Festival do Recife. E também abriu muitas portas para uma nova maneira de pensar sobre as instituições psiquiátricas no Brasil.

Central do Brasil (1998)

Não poderíamos de esquecer do aclamado Central do Brasil, com uma das grandes artistas nacionais, Fernando Montenegro, dirigido por Walter Salles. Uma história que nos faz não só refletir sobre muitas questões da vida, como também usar toda a caixa de lenços que estiver do lado. 

Na trama, a personagem Dora (Fernanda Montenegro) trabalha escrevendo cartas para analfabetos na estação Central do Brasil, no centro da cidade do Rio de Janeiro. Ainda que a escrivã não envie todas as cartas que escreve - as cartas que considera inúteis ou fantasiosas demais -, ela decide ajudar um menino (Vinícius de Oliveira), após sua mãe ser atropelada, a tentar encontrar o pai que nunca conheceu, no interior do Nordeste. 

Central do Brasil foi vencedor do Urso de Ouro em Berlim e teve duas indicações ao Oscar (Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Atriz), sendo um dos longas nacionais mais respeitados do mundo.

Madame Satã (2002)

Se vocês querem assistir uma boa biografia, podemos concordar que Madame Satã é uma ótima escolha. O longa brasileiro/francês dirigido por Karim Aïnouz, entrou na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos. 

O longa retrata a vida - referência na cultura marginal urbana do século XX - do célebre transformista João Francisco dos Santos- artista, presidiário, pai adotivo de sete filhos, negro, pobre, homossexual - conhecido como "Madame Satã" e frequentador do bairro boêmio da Lapa, no Rio de Janeiro. Mostra seu círculo de amigos, antes de se transformar nesta lenda que fez parte da cultura boêmia carioca. 

O elenco que conta com Lázaro Ramos, Marcélia Cartaxo e Emiliano Queiroz, teve uma oportunidade gigante de se libertar nas atuações, mostrando isso da forma mais delicada e respeitosa possível, nos apresentando um grande ícone que foi Madame Satã.

Amarelo Manga (2003)

O drama dirigido por Cláudio Assis, foi não só um dos mais reconhecidos, como também um dos mais baratos já produzidos. ganhou o prêmio do Ministério da Cultura do Brasil para filmes de baixo orçamento, custando apenas 500 mil reais. Já em 2015, entrou para a lista dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos. 

No filmes, acompanhamos Lígia é uma mulher desencantada que trabalha num bar, no subúrbio de Recife e, quando o dia termina, só lhe resta voltar ao seu quarto, em um anexo do bar. Ao mesmo tempo, Kika, que é muito religiosa, está frequentando um culto enquanto seu marido Wellington, que é um açougueiro, elogia as virtudes da sua mulher enquanto mantém uma amante . Por outro lado, um hóspede do Hotel Texas, Isaac, sente um grande prazer em atirar em cadáveres, que lhe são fornecidos por Rabecão, um funcionário do IML. Isaac conhece Lígia no bar e se interessa por ela. 

De todos essa é a produção menos conhecida público e merece ter  seu trabalho divulgado, já que a produção explora uma narrativa complexa e com uma ótima ambientação que nos faz lembrar até mesmo um pouco de Lisbela e o Prisioneiro.

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