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Crítica: Deadpool 2 (sem spoilers)


Vamos combinar que Deadpool nunca foi fã de limites, então porque não quebra-lós? Com estreia marcada para está quinta-feira, dia 17, o mercenário tagarela está de volta aos cinemas.

Na trama, o protagonista está vivendo sua vida de mercenário internacional, matando inúmeros "bad guys" ao redor do globo. Contudo, nada é convencional nesta história e quando Wade Wilson se dá conta precisa proteger um menino chamado Russell (Julian Dennison) e lidar com um viajante do tempo mal-humorado cujo nome é Cable (Josh Brolin).

Com um orçamento bem maior, é visível a mudança tanto nas cenas de ação como nas novas adições de elenco. Investindo nas loucuras e absurdos que saem da boca de seu personagem a produção continua a investir na fórmula que o tornou um sucesso.

Durante as duas horas de projeção, vemos muita ação, sangue e piadas que ultrapassam o limite do politicamente correto. Mas tudo bem, porque isso é Deadpool. O longa não possui um roteiro maravilhoso, pelo contrário este possui momentos bem rasos – principalmente quando o quesito é desenvolvimento de Vanessa (Morena Baccarin) e outros personagens secundários - e alguns clichês batidos. Sendo a história desenvolvida em três questões principais cuja função é trazer em pauta a humanidade de Wade  e o seu envolvimento com a X-Force.


Se analisarmos por esse lado, o filme cumpre seu objetivo perfeitamente ao mostrar que o anti-herói possui o coração no lugar certo mesmo tendo uma mente passível de inúmeras maluquices. Como também, introduz uma equipe que pode se tornar uma futura franquia nos cinemas.

Dito isso, Ryan Reynolds e o diretor David Leitch (John Wick, Atômica) conseguem fazer com que essa continuação continue boa, dando ao público exatamente aquilo o que ele espera: uma viagem muito louca em um filme de super-herói bem atípico.

Ryan é o Deadpool da vida real e seu carisma conquista o público nos primeiros minutos de exibição. É claro como o ator adora o personagem e se diverte ao interpreta-ló. Já Leitch, que possui um passado como dublê e coreógrafo de cenas de ação, traz todo seu conhecimento para tela ao montar cenas mais complexas e dinâmicas, além de possuir uma direção mais estilizada que combina muito com o tom da narrativa. 

Mas o que falar de Cable e Dominó, os novos comparsas do Sr. Pool nessa jornada? Confesso que ambos eram os fatores mais preocupantes na minha opinião, principalmente quando estamos falando de introdução de personagem. 


Veja bem, o viajante no tempo é mais sério/carrancudo do que engraçado, contudo Josh Brolin consegue trazer um cinismo ao personagem, ao mesmo tempo, que demonstra ser uma figura imponente e um adversário a altura. Tornando suas interações com Deadpool fonte de ótimos diálogos. 

O mesmo posso dizer de Zazie Beetz que encarna uma mutante bem debochada, cujo o poder é alterar a probabilidade - o que acaba deixando a sorte a seu favor - o que pode ser difícil de explanar na telona, mas aqui consegue se tornar algo crível para o público, como também, interessante. O que acaba levando a personagem a protagonizar a melhor cena de ação do longa.

Sem perder tempo, a produção parte em um ritmo desenfreado. Recheado de referências e partes do corpo humano que são constantemente jogadas na tela, o filme pode sobrecarregar o espectador, não o deixando assimilar tudo o que ocorre a sua volta. Outro ponto que é incômodo é o CGI. Há uma melhora em comparação ao primeiro filme, mas duas cenas em particular se mostram abaixo da grandiosidade que paira sobre este. 

No fim das contas, Deadpool 2 é um filme que não se leva a sério - e muito menos o universo em que existe -  mostrando que mesmo com certos defeitos a segunda vez ainda pode ser  deliciosamente divertida.

P.S: O filme tem DUAS cenas pós-créditos, então não seja apressado e finque a bunda na cadeira.




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