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Crítica | Perdidos no Espaço


Para quem ainda não sabe, a nova série da Netflix, Perdidos no Espaço, é um reboot de uma série da década de 60, por isso antes de mais nada, vou deixar claro que esta crítica não se trata de uma comparação ou se é uma adaptação fiel ou deixa de ser. A crítica é somente sobre o que eu achei desta série, até porque se você assistir a antiga, vai perceber que são completamente diferentes, destinados a espectadores diferentes. Esta nova produção traz uma outra visão sobre os personagens, dando até mais empoderamento ao elenco feminino, e uma nova visão sobre a história, nos proporcionando novas experiências. 

Eu já fiz um vídeo comentando sobre os cinco primeiros episódios e SEM SPOILERS – vocês podem assisti-lo logo abaixo. Até teve alguns comentários falando que a série é ruim e que parecia que eu estava sendo paga para falar bem. Como diz aquele velho ditado: “gosto é que nem nariz” (para não falar outra coisa). Eu sou apaixonada por ficção científica e a série abraça o gênero de uma forma leve deixando algo “assistível” para toda a família. Sem excessos, sem apelações. 


A série traz um roteiro bem definido que abusa de várias formas das dificuldades de estar em um planeta não muito diferente do que a Terra pode ter sido um dia, mas ainda assim, completamente desconhecido. A história mexe com nossas emoções de várias formas, seja sentindo raiva, desespero, ansiedade e até aqueles momentos calmos somente para apreciar. No combo também temos ótimos reviravoltas, principalmente do 5º episódio para frente. Infelizmente o que pesa em alguns momentos é a presença do Robô que ás vezes fica deslocado no meio do que está acontecendo, mesmo que nos últimos episódios você consiga compreender mais o porquê da presença dele ali. 


Um dos pontos mais altos são as atuações, mesmo que no começo alguns sejam um pouco irritantes, o desenvolvimento de cada personagem acaba sendo bem interessante. A família Robinson sendo o foco principal, funciona de uma forma perfeita. Os filhos: Will (Max Jenkins), Penny (Mina Sundwall) e Judy (Taylor Russel McKenzie), ganham o espectador cada qual por suas características. A mãe (Molly Parker), carrega um dos papéis mais importantes da série. Com PhD em engenharia aeroespacial, Maureen é uma personagem forte e determinada que soluciona pelo menos 90% dos problemas que eles vão enfrentar. 

Outro personagem que também ganham o carinho do espectador é o Don (Ignacio Serricchio), que com suas habilidades em mecânica e seu jeito mais “de boa com a vida”. E como eu já tinha mencionado no vídeo, a Dr. Smith (Parkey Posey) ainda continua como minha preferida. Uma personagem com profundidade e que sabe criar o caos apenas usando o psicológico de outros personagens. 

Os efeitos visuais continuam não tendo muitos excessos. A maior parte das locações neste novo planeta são reais, tendo uma mudança ou outra. O resultado está longe de ser aqueles tipos produções cinematográfica do mesmo gênero que são carregadas pelo CGI. 

Lembrem-se: não deixem que comentários negativos te impeçam de assistir alguma coisa. Perdidos no Espaço já está disponível na Netflix, assista com a mente aberta e aproveite o passeio espacial ;)

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