Swift

Crítica: Tudo que Quero (sem spoiler)


Todo fã já possuiu ou possui o sonho de mudar alguma coisa em sua série favorita. Agora, imagine um concurso, onde o seu roteiro pode virar realidade e se torna um episódio que será transmitido na TV. Bem, isso que levou Wendy, personagem de Dakota Fanning, em uma emocionante jornada em Tudo Que Quero.

Apaixonada por Jornadas nas Estrelas, a trekkie de 21 anos, vive e respira o universo. Portadora de autismo, a personagem vive em um lar para pessoas portadoras de distúrbios neuropsicológicos comandado por Scottie (Toni Collette), que possui função de ajuda-los nesta jornada de inserção social e independência. 

Diante de uma rotina regrada, é na série que Wendy encontra sua maior identificação com o mundo exterior. É através de Spock que esta vê a representação de suas dificuldades mas também de seu potencial. Convicta de sua ideia, a personagem imerge neste mundo e entre inúmeros parágrafos e rascunhos cria uma obra digna de primeiro lugar.


Contudo, diante de certas circunstâncias, Wendy acaba tendo que partir em uma viagem com destino a Paramount Pictures para que seu o roteiro seja entregue - sem o conhecimento de Scottie ou de sua irmã mais velha Audrey (Alice Eve) -. Levando o espectador numa road trip recheada de ensinamentos.

O grande acerto da produção é a sua abordagem. Se jogando no mundo real, a protagonista não se encontra mais em sua zona de segurança, experimentando a cada passo o conturbado caminho que é a vida. É nessa jornada que o roteiro de Michael Golamco brilha ao colocar a personagem tanto em momentos infortúnios ou cômicos sem nunca se tornar piegas. 

Sabendo o tom de sua história, Tudo Que Quero é um filme sobre aceitação das diferenças. Sendo a inserção de Jornada das Estrelas na trama, uma bela ponte para a construção de tais ensinamentos, já que está sempre ensinou a lidar com a diversidade. Além disso, todas as referências fará qualquer nerd sorrir de orelha a orelha.

Não querendo fazer o espectador se debulhar em lágrimas, o filme tentar trazer para tela uma história humana e sensível, mas sem exageros. Nesta história conhecemos uma menina nerd, que apesar de algumas barreiras, sai em busca de um objetivo. Independente do resultado final, é através dela que enxergamos a capacidade que existe em cada um de nós, e como a própria Wendy diz: "Só existe uma direção lógica a seguir, em frente".




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